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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Galileu



Momento singular:

Galileu mencionou que uma bala de canhão e uma pena, se deixadas cair da mesma altura, tocariam no solo ao mesmo tempo se não houver a resistência do ar (ou seja no vácuo).
Mas nunca conseguiu demonstrá-lo. Quatro séculos depois, com o auxílio da tecnologia, a teoria de Galileu foi experimentalmente demonstrada.
É um momento visual ímpar!
Vídeo "BBC TWO".
Adérito Barbosa in olhosemlente

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Natal do pai esquecido

Natal do pai esquecido

Repetiu as mesmas histórias
enquanto o cansaço lhe invadia a memória.
Adormeceu também com a canção
da Cabra, do Palito e do Gastão.
Lembrou-se do Pai Natal que viu na chaminé
Viveu na esperança
que o Natal nunca veria a doer-lhe...
Mas quando há um só lugar à mesa,
uma só vela...
não há verdade na chama,
de luz de alguém que um dia lutou
e que só por eles chorou a sua fraqueza.

Natal faz-lhe doer fundo os ossos da alma,
faz-lhe viver o drama da solidão.
Entre a paixão e a ausência,
ele não entende o cheiro das rabanadas.
Se se magoa é porque os filhos nunca aparecem
Se não os espera é porque foram
dar conforto a quem não os pariu
um dia deu sinal.
não há  mais Natais!!!
As mesmas histórias,
as mesmas desculpas que já não aceita.
Natal, fez-lhe doer fundo os ossos da alma
quando descobriu a batota
e a arte de o esquecerem para irem alegrar campónios...
Apagou o pavio desceu do palco:
- frio este Natal!
Adormeceu aconchegado
na ilusão que é mentira o que sente!

Boas festas a todos.

Adérito Barbosa in olhosemlente

sábado, 10 de dezembro de 2016

Anedota contada pela Ministra

Ministra quer passar o dialecto crioulo para língua oficial de Cabo Verde.
Esta é mais uma anedota contada por uma idiota. A Senhora que ensine o dialecto crioulo na escola aos filhos dela. Nada já me admira, quando as mentes iluminadas de Cabo Verde se põem a pensar. Há cinco anos que tenho vindo a ouvir uns palermas falar sobre esse assunto, traficando influências junto dos governantes, também eles de inteligência duvidosa. São esses espertalhões que mandam os seus filhos estudar para o estrangeiro, porque não reconhecem competência às Universidades de Cabo Verde. Foram esses que quiseram um País, por vaidade, e foram esses mesmos que escolheram para seu herói um Guinéu, um carniceiro de seu nome Amílcar Cabral. São os mesmos que continuam à procura de um lugar ao Sol nas ilhas, porque sabem que não têm onde cair mortos.
Qual será o crioulo que vão adoptar de entre todas as ilhas? Será o crioulo de uma das ilhas, será o crioulo cultural de Chã de Tanque, ou será o crioulo da Guiné?
Porca miséria a mente da imbecil da Ministra que se prostitui no meio dos tacanhos intelectuais de pacotilha das terras de Cabo Verde. Querer transformar um dialecto falado à laia das três pancadas por 600 mil pessoas, na sua maioria analfabetas e ignorantes, num país pobre, independente, mas dependente, como diz o poeta, que pertence à comunidade dos PALOP, que vive praticamente da ajuda de outros países, na língua oficial dum país que mantém há séculos como língua oficial “o Português” ?
Por haver dificuldades na aprendizagem dos alunos, fruto de uma má política de educação dos sucessivos governos e porque agora o Brasil e Portugal exigem exames a Português, quando os alunos cabo-verdianos pretendem continuar os seus estudos nesses países, vem a Ministra Castrista justificar. A senhora Ministra prefere nivelar por baixo, aninhando-se nos braços caprichosos dos pobres e mal-agradecidos de meia dúzia de ignorantes, que mais não querem que arranjar um tacho para o resto da vida. Essa senhora fez as contas? Já tem o cálculo dos custos dessa parvalheira que mostre! mostre! O Português é a quinta língua mais falada do mundo. Que querem mais?
Assim que atirarem a língua Portuguesa borda fora, será bom que Portugal imponha restrições severas e duras na entrada de imigrantes Cabo-verdianos em Portugal, que reduza a zero as regalias que oferece aos alunos de Cabo Verde, exactamente como a Marie Le Pen quer fazer em França com o dinheiro dos contribuintes franceses e que recuse sustentar filhos de imigrantes. Porque eu também não estou disponível, eu e a maioria dos Portugueses, para ver os nossos impostos entregues, parte deles, à cambada Linguística Crioula de Cabo Verde.

Adérito Barbosa in olhosemlente

sábado, 3 de dezembro de 2016

Vai-te fod.. disse ele.

Sou um tipo bafejado pela sorte, porque ainda estou vivo. Nunca tive grandes aspirações  que  fossem para além de viver a minha pacata vida, vida essa apenas  perturbada pelas facadas que os neurocirurgiões me dão  regularmente, num somatório que já vai em quatro e pelas Finanças, que se lembraram há dias de me chatear com umas contas esquisitas que só eles sabem fazer sobre o IRC da empresa,  referente ao ano de 2012 vejam só. De resto está tudo pacífico e não tenho nenhuma aspiração. Ah, esperem é mentira, há um pormenor que me ia esquecendo que faz com que a coisa não seja assim tão linear. Gostaria que me saísse o Euromilhões, com muitos milhões… Repartiria pelos meus fillhos, tirava algum para mim e o resto daria a uma Fundação que cuidasse de crianças com deficiência.
Depois disso, iria fazer uma licenciatura em Sociologia ou em Psicologia que me seriam úteis no aperfeiçoar da escrita -  preciso de entender melhor o ser humano.
Em conversa com um amigo meu das lides da escrita, fizemos uma espécie de tertúlia sobre as nossas escritas, falámos sobre psicologia e inevitavelmente veio à baila o meu livro dou-lhe fé do meu contentamento por ver o livro finalmente na rua e, entre outras coisas disse-lhe que a sala estava composta e que me senti bastante confortável com o calor humano lamentando porém a ausência total dos nossos  camaradas. Disse-lhe que convidara metade dos "amigos" que tenho no facebook, cerca de 350 e desses apareceu  apenas um, o Cor/Pq. Barroca Monteiro, o tal que, por sinal, me havia visitado no hospital na década de 90, quando estive internado no hospital da Força Área naqueles infindáveis meses medonhos.
- Olha, esse eu não esperava que fosse – retorquiu.
- Eu esperava , disse-lhe eu - ele é um homem que se interessa por História e pela cultura em geral; o que eu estranho mesmo é que os militares, exceptuando aqueles que enviaram mensagens, tenham primado pelo silêncio e pela indiferença em relação a um acto deste tipo, mas tudo bem não fizeram falta.
- Olha, Barbosa, sabes que, no nosso percurso militar, cultivamos a disputa e o despeito pelo trabalho dos outros e que esse espírito prolonga-se pela vida cá fora. Quanto menos te importares com o assunto,  melhor!
Entretanto, pus-me a pensar nas palavras do meu interlocutor e, tendo recuado uns dias, foi fácil compreender e conjugar o comportamento social militar paraquedista com a análise feita.
O Luis Nogueira Saju/PQ, foi hà pouco tempo acometido por um AVC que o empurrou para a cama do Hospital das Forças Armadas.
Vi no facebook a notícia, fiquei apreensivo e não resisti. Meti-me a caminho e fui até ao Hospital visitá-lo. Fui uma vez, depois outra e, na segunda visita, perguntei-lhe se a malta páraquedista tinha ido visitá-lo, ao que me respondeu: - Visitas de militares ? Tu e um ex -páraquedista que está agora na PSP.  Informei-o de que ia fazer a apresentação em Cascais e, lancei o desafio: Se te derem alta e te sentires bem, apareces lá tomas um cafezinho connosco e tiras umas fotos.
O Nogueira, mesmo com o corpo debilitado pelo  abanão que o AVC traiçoeiramente lhe pregou, apareceu no evento, carregado que nem um burro, com três milhões de máquinas e acessórios tendo o meu vizinho também ele convidado para fazer umas fotos, ficado em sentido com tanto material que o Nogueira ostentava.
No fim da cerimónia perguntei-lhe: - Nogueira, quanto é que te devo?
- Vai-te foder! Respondeu.

Adérito Barbosa in olhosemlente

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Agradecimento





Agradecimento

A única forma de agradecer aos meus amigos é acreditar que consigo escrever até ao fim esta pequena carta de agradecimento. Por entre linhas e neste correr da pena, umas vezes sem aspas, sem interrogações, sem reticências, outras vezes sem pontos finais e vírgulas, acerto as ideias, mas não estou mesmo seguro de nada. Quero escrever, mesmo sem a visão das estrelas, sonhar com todos aqueles que foram a Cascais e também com aqueles que não puderam estar presentes. Há gente que consegue renascer tantas vezes quantas forem necessárias para ser feliz e, mais do que isso, conseguem fazer felizes os outros. Nunca deixei de acreditar nos meus amigos, nem quando estou triste com eles. Nunca no meu mundo tive ao dispor tantos amigos. Não me deixaram saborear o drama da solidão nas horas de ansiedade do passado dia 26. Nunca houve tantas estrelas a cintilar na Biblioteca Municipal de Cascais.
Os ventos que às vezes levam a nossa ilusão são os mesmos ventos que nos trazem a razão. Por isso, fico agradecido pela amizade  que me deram, tanto aqueles que estiveram presentes no dia da apresentação do meu livro, como aqueles que por uma razão ou outra não puderam estar presentes e me enviaram mensagens de conforto,  pois tudo o que é realmente nosso o vento nunca irá levar, como um dia disse Gabriel García Marquez.

Adérito Barbosa in olhosemlente

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Apresentação do Livro "Clave de dó sem Dor"

Aconteceu
26NOV16
  Apresentação do Livro "Clave de dó sem Dor"
na Biblioteca Municipal de Cascais 



Câmara Municipal de Cascais, Biblioteca Municipal - Casa da Horta da Quinta de Santa Clara, Dra. Carla Santos, Professor António Pereira apresentador, os declamadores, Leonídia Cunha e Alcides Barbosa, o músico Daniel Raleira, os fotógrafos Luís Nogueira e Carlos Madureira e os AMIGOS presentes, juntos formaram uma excelente equipa.
Fizeram do Lançamento do meu Livro um acto digno numa tarde sem igual em Cascais.

De gente gira não era de esperar outra coisa.
Obrigado a todos.













Adérito Barbosa in olhosemlente

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Lançamento do livro - Convite "Clave de dó sem dor"



Lançamento do  livro 


"Clave de dó sem dor"

Biblioteca Municipal de Cascias 
- Casa da Horta da Quinta de Santa Clara em Cascais, 
26 de Novembro pelas 15 horas. Conto convosco!

Autor: Adérito Barbosa 


Adérito Barbosa in olhosemlente

Publicação em destaque

Florbela Espanca, Correspondência (1916)

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinter...