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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O clarim da cavalariça




Ouvi dizer que o CEME proibiu o canto  Paraquedista e o uso da boina verde no desfile do dia Exército.

Grande General, assim é que é, finalmente reconheceu que os Paraquedistas não são arremachos!

Olhe, mande-os de volta para a FAP de onde nunca deviam ter saído. 

Assim, o exército fica livre dos Páras e nós livres de si!


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

A QUEM INTERESSA A TERCEIRA DOSE DA VACINA?


 Para enfrentar a pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 a Medicina apenas dispunha de medidas genéricas – assepsia, isolamento e barreiras físicas. Perante isto, foi posto em marcha um ambicioso programa tendente à procura de antídotos para a combater. Nesta missão empenharam-se inúmeras instituições, com destaque para a indústria farmacêutica.

A investigação científica foi direccionada em dois sentidos: descoberta de medicamentos eficazes para combater o vírus e/ou vacinas para prevenir a doença. Era expectável que aquele objectivo fosse alcançado primeiro, pois a obtenção de vacinas é um processo moroso.

Aconteceu exactamente o oposto: obtiveram-se vacinas rapidamente e os medicamentos curativos tardam a chegar. Acreditei sempre que até ao fim do ano de 2020 íamos ter este bem precioso, porque o investimento nesta cruzada foi enorme. Como se saltaram etapas na investigação podia recear-se que a qualidade não fosse a desejável ou que pudessem originar efeitos secundários de monta. Mas todas revelaram grande eficácia e baixa toxicidade.

Criou-se a ideia de que a infecção pelo coronavírus não conferiria uma imunidade humoral robusta e duradoura (não mais de 4 meses, dizia-se), sem haver dados consistentes que permitissem sustentar esta posição. Estudos credíveis revelaram uma realidade diferente: a maior parte dos infectados mantinha anticorpos ao fim dum ano e só uma baixa percentagem nunca os chegou a ter. Foi consensual a ideia de fazer um reforço da imunidade a todas estas pessoas, porque o estímulo artificial confere maior protecção.

No decurso do processo da vacinação, foi muito ventilada a possibilidade de surgirem mutantes, que pudessem levar à emergência de estirpes mais agressivas. As variantes terão ocorrido em larga escala, mas as cadeias de descendentes tendem a perder agressividade.

Em Portugal, os media fixaram-se muito nalgumas (Reino Unido, Índia e África do Sul), considerando-as mais contagiantes e susceptíveis de originarem doença graves, com mortalidade elevada. Fica a dúvida se esta vaga informativa não estaria a criar condições de inflacionar a administração de vacinas, para rentabilizar o negócio em curso.

Este argumento esgotou-se! Se o objectivo consistia em preparar o terreno para vendas excessivas, surgiu outro pretexto mais apelativo para o fazer: a vacinação conferia uma imunidade humoral pouco duradoura, sobretudo na população idosa, quando já havia estudos que demonstravam o contrário: mais de 90% dos vacinados têm níveis de anticorpos elevados, duradouros e os idosos respondem bastante bem ao estímulo vacinal.

Torna-se evidente que as Farmacêuticas tentam encontrar o mote para rentabilizar o investimento que fizeram. É o lado perverso deste processo, com a prioridade aos negócios a sobrepor-se à defesa da saúde pública. Seria de esperar que esta guerra se tornasse mais agressiva, quando aparecessem no mercado players a apresentar medicamentos curativos e profilácticos da Covid-19.

A OMS começou por desaconselhar a terceira dose de vacina. Mas, nos últimos dias começou a ceder um pouco, admitindo-a em pessoas imunocomprometidas.

Por cá, tivemos médicos com cargos institucionais a defender a terceira administração, sem apresentarem argumentos científicos válidos. Alguns têm ligações aos Laboratórios produtores de vacinas (o conflito de interesses foi acautelado?).

A comunicação social insiste em criar um ambiente propício ao consumismo, noticiando casos de reinfecções em vacinados, sem sublinharem que, nestas situações, a doença é menos grave; salientam ainda que as mortes acontecem em pessoas com idade superior a 80 anos, como se isso não fosse previsível.

Curiosamente, os utentes dos Lares, tão esquecidos na primeira vaga da pandemia, são agora instituídos como alvo prioritário para o reforço. É uma compensação tardia ou será porque estes idosos fragilizados não questionarão a medida? O povo diz que «quando a esmola é grande o pobre desconfia…».

O coordenador da Task Force manifestou-se contra o reforço vacinal. Coincidência ou não, o Organismo que tutelava foi extinto e o tão competente vice-almirante, louvado e elogiado por todos, saiu de cena pela porta das traseiras. Até parecia uma vingança do político incompetente e verborreico que substituiu.

Numa trapalhada política de baixo nível, Primeiro Ministro e Ministro da Defesa ficaram mal na fotografia. O Presidente da República terá acordado tarde e tentou suster os estragos.

Vale a pena ler a crónica de José António Saraiva no Nascer do Sol do último sábado: «Uma história mal contada». Segundo ele, Gouveia e Melo cessou as funções de coordenador da Task Force por se manifestar contra a administração da terceira dose de vacina. Porém, como não podia ser deixado à solta, correndo-se o risco de fazer revelações incómodas, davam-lhe o cargo de Chefe de Estado Maior da Armada, escorraçando o actual detentor do título, reconduzido há pouco.

Marques Mendes, um hábil frequentador dos bastidores políticos, referiu-se ao assunto na sua prédica de domingo: «a terceira dose de vacina é inevitável, porque há grandes pressões da Indústria Farmacêutica». Saberá muito mais sobre esta matéria, mas passou por ela como gato sobre brasas.

Não me custa admitir que venha a haver argumentos científicos para aconselhar reforços vacinais. Poderão ter de actualizar-se as existentes para enfrentar eventuais mutações do vírus, à semelhança do que se faz com o da gripe sazonal. Mas isto tem de ser ditado pela ciência e não por pressões ilegítimas.

Espera-se que o plano da vacinação, que tão bem correu até agora, não caia num pântano. Se isto acontecer damos argumentos aos negacionistas, que se remeteram ao silêncio perante a evidência científica, quem sabe se à espera de melhor oportunidade para ressurgirem.

 

Álvaro Carvalho, médico

Coordenador de estudos serológicos da OM

(12/10/2021)


Treta converseta

 


Hoje é dia da treta converseta. 

Passei cedinho com a mota pela bomba e lá estava: 1,999 €/L gasolina aditivada. Vinte euros já não dá para nada!

Todo lixado, enfiei a moleirinha dentro do capacete e dei comigo a pensar naquele vulcãozinho da Ilha de La Palma que, sozinho, já poluiu, em 25 dias, mais que todos os carros a diesel do planeta poluirão, nos próximos 100 anos. 

Logo a seguir, enervei-me por causa dos navios porta-contentores que mamam 300 toneladas de combustível por dia, o equivalente a 50 milhões de carros por ano. A raiva foi tanta que também me lembrei dos navios de cruzeiro. Sim, 

um navio de cruzeiro consome,  em 10 horas, tanto quanto 278 carros consomem num ano.

Eh pá! E quando me lembrei do A380, o maior avião de passageiros do mundo, a queimar 320 mil litros de combustível, para cobrir 15 mil quilómetros?Já nem quis pensar em todos os aviões, nos navios da marinha mercante e da marinha de guerra.

É a velha treta converseta da  descarbonização dos bolsos da malta!


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

Televisão manhosa

Estou a almoçar; tenho como companhia uma Televisão piolhosa que se chama SIC NOTÍCIAS.

Ora, a cabrona da pivot falou sobre as eleições de Cabo Verde e pasme-se! A pivot só mostrou cartazes dum dos concorrentes a Presidente de Cabo Verde, o Zé Neves, que é o tipo mais burro que eu conheço. Esse gajo, amigo do Balsemão, além de burro, tem a mania que  é engatatão e que nenhuma mulher lhe escapa…

Graças a Deus que a minha mulher não vive lá! 

A pergunta que se impõe colocar:

Então e os outros candidatos  não têm nenhuma referência na SIC Notícias?

Se esse gajo for Presidente, os cabo-verdianos terão no cargo o  que merecem:

 ⁃ Um Doutor analfabeto.


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Marinheiros de água doce

A GNR, cansada de caçar multas nas estradas, lembrou-se de ir jogar a batalha naval e espionar banhistas, quem sabe nudistas e multar os mais incautos…Encalharam a lancha de oito milhões, pensando que podiam estacioná-la nas rochas como fazem nas estradas, parando as viaturas descaracterizadas nas bermas, em clara infração, multando outros infractores

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com


quinta-feira, 8 de julho de 2021

 



O meu avô Armando

É fácil falar do meu avô e jamais o esquecerei. Jamais esquecerei a sua simplicidade.
A sua determinação e dedicação à lavoura eram enormes e acreditava sempre que valia a pena semear, mesmo sabendo que não chovia porra nenhuma. O meu avô conhecia bem o cheiro da terra, os ventos e nunca conheceu o desespero da luta! Lavrava tudo à força da enxada. Era um homem silencioso, nunca o ouvi expressar qualquer lamento. Tinha por mim uma paixão especial. Cresceu do nada, trabalhou em Angola (quase como um escravo), como atesta o documento: “Pessoal contratado em Cabo Verde”. Regressou às terras de Cabo Verde, escravo da terra.
Nas férias escolares, depois da feira onde ia vender as sementes, eu ia com ele para Rui Vaz, passar uns dias. Como recordo os caminhos que percorríamos - eu em cima do macho em cima das sacas e o meu avô a pé! O macho sabia que transportava no dorso o neto do Sr. Armando e, talvez por isso, ia sempre certinho, com todo o cuidado, por aqueles tortos e íngremes caminhos de Santa Catarina para Rui Vaz, subindo a Serra do Pico da Antónia. Quase que me atrevo a dizer que o macho tinha o Gps na cabeça...
A alegria que o meu avô demonstrava, quando eu lá estava era tanta que, nos olhos dele se espelhava a felicidade. Das histórias que me contava guardo ainda viva memória e a sua vida tornou-se numa inspiração, pois as dificuldades reais que suportou não lhe conseguiram roubar a fé.
Sou um neto de sorte e com um grande legado pelo qual zelar. Ninguém se compara ao meu avô. Ele é único para mim!
Não há no mundo nenhum ser como o avô Armando, mais conhecido por Sr. Nonô.
Morreu surdo aos 104 anos!
Quarenta anos depois voltei à casa dele; o governo de Cabo Verde ao estilo africano, roubara-lhe uma grande faixa de terreno para fazer uma escola, sem nada dar em troca e, à boleia, um deputado cabrão, deputado da nação, também lhe roubou uma parte do cabeço para construir a casa de férias - vejam só - tendo sido o meu avô impotente para contrariar a situação!
A vida do meu avô passou ao lado dos netos que nem ao funeral foram!
Como dizia, quando lá voltei, o meu avô lá estava sentado, no lugar de sempre, no pátio de uma vida, a tomar ar fresco.
⁃ D. Etelvina, o meu avô como está? Onde está ele?
⁃ Olhe, ele está bem, mas olhe que já não fala nem ouve.
Aproximei-me dele - de olhos fechados, cabeça apoiada na bengala, como quem se quer ir embora desta vida, já que nem o ruído do mundo lhe atormentava a alma.
-Olá, Avô! Estás bom? Sou o Adérito, lembras-te de mim?
Abriu os olhos, abanou a cabeça, dizendo que sim e sorriu.
Dei- lhe um abraço ; outrora forte, agora frágil, apertei-o tanto que senti os ossos dele a quererem desorganizar-se.
A velha e leal companheira de sempre, a D. Etelvina, ofereceu-me cuscus com mel e fui sentar-me ao lado do meu avô.
⁃ Avô, era isto mesmo que eu gostava de comer, quando tinha dez anos! Este sabor a melaço de cana tem uma doçura que me chega á alma. Voltou a sorrir e endireitou as costas. Apesar de desperto, não disse nada!
Quando me despedi, o meu avô chorou.
Vinte anos mais tarde, a terrível notícia. Morrera aos 104 anos.
- Avô, sei que estás a lavrar as terras lá do céu, como o fazias cá na Terra. Guarda um pote de mel para mim e cuscus!
Quando aí chegar, quero ouvir as tuas histórias e andar novamente no teu macho, o tal que me levava certinho de Santa Catarina a Rui Vaz!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

A História das boinas nas forças especiais



 A história das boinas nas forças especiais.


Dois gajos dos duros!!!


Camaradas Paraquedistas, ouçam este áudio da Audição Parlamentar de Defesa!

O Saju/Pq Sérgio Silva e o AlfMil/Pq Adão, fizeram mais eles pelos Páras e Comandos sozinhos do que todos Generais caças estrelas juntos.

Ouçam!


http://media.parlamento.pt/site/XIVLEG/SL2/COM/03_CDN/CDN_GT_A/CDN_GT_A_20210630_VC.mp3?fbclid=IwAR18wnguglQElV0uM4Bv6cEwlNpfIPwseXTZ1JY4KtPygMYH3EoR07cnlto


Adérito Barbosa, in olhosemlente.blogspot.com

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