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terça-feira, 5 de julho de 2022

CULTURA GERAL - SEXO!

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Você sabia, que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?

Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase ' Fornication Under Consent of the king'

(fornicação sob consentimento do rei)

= sigla F.U.C.K., daí a origem da palavra chula FUCK.

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações:

'Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo'

= sigla F.O.D.A., daí a origem da palavra FODA..

Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase:

'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida' = sigla P.U.N.H.E.T.A.

Vivendo e aprendendo...

A gente pode até dizer palavrão, mas com conhecimento e cultura é outra coisa ! 😁😀

Até rosna...


quarta-feira, 8 de junho de 2022

CAVACO O CORAJOSO


*CAVACO O CORAJOSO*


CAVACO ACUSA COSTA DE FALTA DE CORAGEM


- É preciso fazer reformas, e falta coragem a Costa-Foi este o Alfa e o Ómega do seu artigo.


E é verdade: se há alguém neste país que está habilitado a dar lições de moral e honestidade, mas principalmente sobre coragem, esse alguém é Cavaco Silva.


Porque de coragem percebe ele:


.Corajoso! Quando em 1987 todo o mundo pressionava a África do Sul para que Nelson Mandela fosse libertado, Cavaco teve a coragem de votar contra a libertação.


. Teve coragem depois para mandar através de Dias Loureiro, carregar sobre os manifestantes da Ponte 25 de Abril.


 . Manifestou coragem, como na altura poucos teriam, para recusar uma pensão ao herói do 25 de Abril, Salgueiro Maia, decidindo posteriormente atribuir a dois inspetores da PIDE -António Augusto Bernardo e Óscar Cardoso- , uma distinção por “altos e assinalados serviços prestados à Pátria” acompanhados da respetiva pensão.


. Demonstrou ainda uma coragem ímpar ao boicotar e censurar o trabalho de José Saramago, e ainda mais tarde, a coragem de nunca ter homenageado o 2º laureado Nobel que o país conheceu no espaço de tempo de mais de um Século.


. Teve a coragem de desafiar e ser bem sucedido ao infringir as leis sobre informação privilegiada e lucrar milhares de euros com venda de ações do SLN / BPN.


. Da coragem de fazer uma permuta com Fernando Fantasia, da sua casa em Montechoro com os terrenos envolvidos em mantos nebulosos situados na praia da Coelha e onde clandestinamente construiu a sua mansão.


. Conseguiu ainda, e corajosamente sem temer sequelas fiscais, fugir ao pagamento da totalidade do IMI desse mesmo imóvel.


. Em plena Austeridade demonstrou uma coragem ímpar ao dizer publicamente que não sabia se os seus múltiplos rendimentos chegariam para pagar as contas.


. Disse ainda com toda a coragem ao proferir que os portugueses podiam confiar no BES, poucos dias antes da início da sua queda e falência do Banco..


. (Talvez por ter recebido de Salgado dezenas de milhares de euros em financiamentos, fez então corajosamente essa espécie de favor, já que para ser-se mais honesto do que o corajoso Cavaco sabemos todos que é preciso nascer duas vezes. )


. Honesto como só ele sabe ser, teve a coragem de desvalorizar com a celebre frase “gato por lebre” as Fides (poupanças) de largos milhares de portugueses, que foram assim num ápice parar à bolsa dos especuladores


. Demonstrou uma coragem ao superiorizar-se a todo o mundo quando, depois da desfeita a Saramago, Carlos do Carmo ganhou o prémio artístico internacional. Cavaco também não o reconheceu: é preciso ter coragem.


.Teve ainda uma coragem, acima do que qualquer simples mortal demonstraria, ao desmentir a jornalista que numa ocasião o confrontou com todos estes dados.


-É mentira, disse, mesmo depois de ser posto diante das gravações em vídeo….

É preciso ter coragem…

E insensatez

 

(De Autor desconhecido)

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Hoje decidi ir à guerra espreitar.

 


Hoje decidi ir à guerra espreitar.

Pela fresta da janela do Facebook espreitei e veio cá  um cheiro a podre … um cheiro nauseabundo a guerra!!! 

Qual não foi o meu espanto quando constatei que o cheiro é Português e vi que por cá, em Portugal, vive-se permanentemente na feira de vaidades entre coronéis, generais, televisões, jornalistas, muitos doutores e doutoras da guerra e, para completar a plateia há ainda uma carrada de ex-militares que passam a vida a lamber as botas aos generais com a célebre frase: “ Bem haja, meu general, pelas suas palavras.”

Acontece que, por vezes, o que o general disse ou escreveu não passa de boboseiras.

 ⁃ Basta visitar as patéticas publicações de alguns deles - os do costume, os tais que ganharam muito dinheiro em comissões na Bósnia e em outras missões da Nato, sem nunca terem criticado ou recusado participar nessas missões, por a doutrina da Nato ir contra as suas ideias. Por aqui, fica-se logo  a saber o tamanho da hipocrisia desses generais.

Há coronéis novos a falar, alguns generais velhos zangados por terem sido postos de lado e acusações a outros generais e coronéis, por passarem a vida a reproduzir nas TVs aquilo que ouvem, horas antes, nas antenas estrangeiras; além disso, acusam-se uns aos outros, tentando saber quem é aquele que está mais dentro do sistema;

entenda-se por sistema  a organização da NATO.

Eu, como militar pára-quedista , estou envergonhado, por ver generais que conheço bem, à pancada uns contra os outros, apenas para ganharem mais  ”likes” e terem mais tempo de antena; eles adoram ouvir “ Meu grande general”.

Que fique aqui bem claro (Os meus ídolos são os meus filhos e generais cá em casa, só os meus netos.) que não chamo meu general a ninguém!

Trato-os pelo nome. Se quiserem que os trate pela patente, também exijo a respectiva correspondência.

Portanto, por hoje chega de guerra, mas qualquer dia volto à guerra cá em Portugal - talvez à do inimigo , para ir buscar os planos da pólvora.


Adérito Barbosa

quinta-feira, 17 de março de 2022

Mãe eu quero voltar pra ilha


Quando eu era aventureiro vive um tempinho em Tancos. Na altura vi com estes olhos que a terra há de comer que um pelotão era composto por 1 oficial, 3 sargentos e cerca de 30 praças.

Se bem me lembro, na altura só havia um Brigadeiro para todo o Corpo de tropas Pára-quedistas! 

Ontem ouvi dizer; e acho que também ouvi bem, que em todo o exército português actualmente há um oficial para cada duas praças ou seja: um pelotão é composto por um oficial um sargento e duas praças!

Fui saber na net e nada encontrei.

Também quis saber qual era o efectivo das forças armadas - fiquei pior quando li isto:

“Quem perguntar quantos militares têm as nossas Forças Armadas ficará surpreendido com a diversidade de respostas que vai obter. Esse número varia conforme a entidade que o regista, o que é contabilizado e até diverge dentro de organismos do mesmo ministério. Também serve para sustentar versões politicamente convenientes.”

Contas feitas a 31 de dezembro de 2021: para o Ministério da Defesa são 27 741; para a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) são 26 130; para a Pordata/INE são 26 600 e para o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) que junta Exército, Força Aérea e Marinha, são 23 347.


"As Forças Armadas têm 220 generais, dos quais 114 estão na situação de reserva”


Quem tiver outras informações, é só deixar aqui!


Adérito Barbosa in olhosemente.blogspot.com

quarta-feira, 16 de março de 2022

TACTIQUEZ MILITAREZ


Tenho acompanhado de perto e com alguma curiosidade as análises que os senhores Generais têm vindo a fazer nas Televisões!

Na minha modéstia opinião, os Generais cometeram e cometem um erro crasso ao permitirem sentar-se, em amena cavaqueira, numa mesa onde se senta o jornaleiro Ricardo Costa e outros jornaleiros tendenciosos da nossa praça, como foi o caso daquele que tentou fazer frente ao General Matos Gomes.

Esses tipos, os jornaleiros, especializaram-se em “tactiquez “militarez” num bordel gay qualquer, perto de nós!

Contudo, os Generais precisam de saber o seguinte: 

Apesar de terem desempenhado funções políticas como generais, eles não são políticos; quando se apanham na reserva ou na reforma, não se reservam rigorosamente nada e nem um bocadinho…  será que algum dia entenderão que os jornalistas não são soldados do batalhão? Será que ainda não deram conta que um jornalista é um tipo manipulador fingidor???


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

O que levo


 Já só levo comigo o que me é intrínseco e assim, sigo leve o meu caminho…Tudo o que é importante para os outros deixei com eles…

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Europa sempre a mesma treta



Há dois conflitos iminentes no mundo, na atualidade: um entre a  Rússia e a Ucrânia e um outro entre a China,Taiwan e Estados Unidos da América.

Curiosamente, o conflito que mais preocupa os EUA é a tensão entre a China e Taiwan, porque envolve diretamente os Estados Unidos, país aliado militar e tecnológico de Taiwan; digo tecnológico, porque é Taiwan que fabrica os microprocessadores para o mundo inteiro. Se a China deitar a mão a essa tecnologia, será uma tragédia para o Ocidente. No entanto, até agora, a China nunca conseguiu copiar essa tecnologia.

O que mais desperta a atenção das pessoas e dos media nos Estados Unidos e na Europa é o conflito da Rússia com a Ucrânia e isso não é à toa, porque a Rússia é um inimigo histórico dos Estados Unidos. Desde a Segunda Guerra Mundial, principalmente após várias décadas de Guerra Fria, os americanos dão muita atenção aos movimentos da Rússia, apesar de hoje em dia a maior ameaça para a nação americana ser a China e não a Rússia; mas não vou alongar-me sobre este assunto aqui. Vou focar-me no primeiro conflito referido.

Afinal, o que é que a Rússia quer com a Ucrânia?  

De uma maneira mais simples possível, vamos começar pelas personagens:

1ª- Rússia:  É um país que começa na Europa e se estende pela Ásia, até ao Japão e às Coreias; é o maior país do mundo em extensão territorial e faz fronteira com catorze países. 

2ª- Ucrânia: É o segundo maior país da Europa em extensão territorial e historicamente fez parte da Rússia, tendo feito parte, por muito tempo, da União Soviética. Foi parte importante do Império Russo e muitos até argumentam que a civilização russa nasceu na Ucrânia.

3ª- NATO: Esta personagem é uma instituição que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, como se fosse um clube de vários países da Europa, ao qual se juntaram os EUA e o Canadá; é mais ou menos como um exército comum desses países, que tem por função defender os interesses desses países no mundo.

O que acontece é que a NATO foi criada principalmente para os aliados se defenderem da Rússia, depois da Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas vem expandindo as suas bases militares para locais cada vez mais próximos das fronteiras russas e vem englobando países que faziam parte do bloco soviético durante a Guerra Fria, para além de também construir bases militares nesses países. Obviamente que a Rússia não fica nada feliz com esta movimentação de tropas e de armamento da NATO. A Rússia quer manter a NATO o mais longe possível das suas fronteiras, porque a considera seu potencial inimigo.

Então o que é que a Ucrânia tem a ver com isto? Na Ucrânia, outrora importante centro industrial russo, passam os gasodutos para a exportação de gás natural da Rússia para a Europa, o que é de extrema importância económica; do ponto de vista geográfico, a Ucrânia tem funcionado como uma “zona de segurança”, uma barreira para o avanço de forças militares sobre a Rússia.

Os cães grandes desta história são a Rússia e a NATO; a Ucrânia tem um azar dos diabos, ao ficar no meio do caminho e ter que escolher por que lado optar; contudo quero contar e fazer entender o que é essa treta entre Ucrânia e Rússia.

Tudo começou lá na Idade da Pedra, quando um homem deu uma bofetada noutro - a coisa gerou um sentimento de ódio que se transformou em ressentimento que, por sua vez, evoluiu para um sentimento de injustiça para quem levou nas trombas.

Paralelamente, no agressor, naquele que bateu, cresceu uma certa soberba, uma sensação de impunidade e até chegou a ganhar gosto pela porrada.

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Comecemos pelos acontecimentos a partir da Primeira Guerra Mundial; olhando para o mapa da Rússia antes do começo da Primeira Guerra Mundial, vemos que o império Russo fazia fronteira com a Alemanha e não existiam países como Ucrânia, Polónia, Lituânia, Estónia, Bielorrússia e Geórgia. Aquilo era tudo Império Russo - na verdade, nem a Finlândia existia. Pouca gente sabe, mas a Finlândia fazia parte do Império Russo também. 

A Rússia era o país que mais crescia no mundo, sendo, porém um país predominantemente agrário, enquanto a Alemanha era já um país bem mais industrializado; este facto fez toda a diferença em termos de guerra, porque a Alemanha produzia equipamentos e munições rapidamente e ao mesmo tempo também conseguia produzir suprimentos, para manter a população e o exército em ação, o que na Rússia não acontecia.

Então o que aconteceu? Imaginem! O czar Nicolau II, imperador russo, mais conhecido pelo pequeno Nicky, foi com o seu exército para cima da Alemanha e do império austro-húngaro. Resultado?  Sofreu uma estrondosa derrota; o seu Exército foi completamente dizimado e a população da Rússia ficou tão mal que ele, o Czar, acabou por abdicar do trono.

Na Rússia existia um movimento de descontentes, que tinham como objetivo matar o Czar e família, tirar a Rússia da guerra e instaurar o comunismo na Rússia e em toda a Europa; por outro lado a Alemanha estava desesperada por acabar a guerra com a Rússia, porque tinha também a frente ocidental reforçada devido à  entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

Então o que fez a Alemanha? Foi buscar um ativista comunista russo, um revolucionário que estava exilado na Suíça, enfiou-o num comboio com uma montanha de dinheiro e mandou-o para São Petersburgo, para ajudar o movimento bolchevique a ganhar o poder e a retirar a Rússia da guerra, de modo a que a Alemanha pudesse focar-se somente  com  a frente ocidental, que incluia a Inglaterra, a França e os Estados Unidos. Qual era o nome desse cidadão? Vladimir Ulyanov,  Lenine.

Lenine acabou por derrubar o czar e formar a União Soviética; organizou o movimento bolchevique e foi bem sucedido. Como tinha prometido, tirou a Rússia da guerra, perdendo a guerra. O perdedor, a Rússia, precisava de convencer a Alemanha a parar de bater e  como é que  fez isso? Sentou-se com os representantes do inimigo e negoceia um acordo de paz, perguntando ao vencedor o que quer. Neste caso, o representante russo era Trotsky e teve que sentar-se com um General alemão, para ver o que é que a Alemanha queria para parar com a guerra! O General alemão obrigou os russos a abrir mão de 2 milhões e meio de quilómetros quadrados, onde se situavam simplesmente Ucrânia, Bielorrússia, Lituânia, Geórgia, Estónia, Letónia e Finlândia, ficando assim sem um terço da sua população. Até os próprios políticos alemães acharam que as imposições do General alemão, foram humilhantes e que isso poderia criar  um sentimento de ódio, de injustiça em quem perdera, e que acabaria por provocar outras guerras no futuro como veio a acontecer com a própria Alemanha. Mas porque é que Trotsky, que era um homem inteligente, aceitou assinar um tratado tão mau para a Rússia?  Porque é que a Alemanha perdeu a guerra poucos meses depois? Estando a Rússia do lado dos vencedores, porque é que Trotsky aceitou perder tanto terreno e tanta população?

Porque os Russos acreditavam que um dia, com o tempo e com discrição recuperariam tudo novamente. 

E com o tempo, a Rússia, que sentiu que aquele tratado com a Alemanha não fazia sentido nenhum, começou a recuperar todos os territórios (com exceção da Finlândia) e a União Soviética voltou a unificar-se, tendo sobrevivido até 1991, por mais 69 anos.

Com o fim da União Soviética e do comunismo, a treta tinha tudo para ter acabado de vez, pois a Rússia já deixara de ser comunista e já não existia a União Soviética. Era óbvio que os líderes da época, Gorbatchov e Boris Yeltsin tinham boas relações com o Ocidente e alguma vontade de se integrarem, mas a Europa sempre considerou a Rússia o patinho feio  da História  e manteve-a isolada lá longe, no canto.

Nos anos 2000 a União Europeia começou a englobar os países comunistas ex-membros da URSS e a Rússia, obviamente, não ficou feliz. Começou a sentir-se cada vez mais ameaçada, porque a UE instalou bases militares nesses países, chegando cada vez mais perto do seu território. Como a Rússia estava muito desorganizada, pois tinha acabado de sair de um período de recessão muito grande devido ao fim da União Soviética e não tinha muita força para fazer frente à Nato, a Rússia deixou a coisa correr.

Ao longo das duas décadas seguintes, a Rússia cresceu muito economicamente e em 2013, quando a Ucrânia estava prestes a assinar um acordo para estreitar relações com a União Europeia, o presidente da Ucrânia não assinou o tratado e no dia seguinte houve uma revolta, porque supostamente a população quereria entrar para a União Europeia e o presidente quis ficar do lado dos Russos.

É isso que os  media ocidentais  dizem que aconteceu, enquanto a Rússia diz que, na realidade, foi um movimento financiado pelos países do Ocidente.

Grande parte da Ucrânia é povoada pela população que descende dos russos, falam russo, sentem-se russos. Em 2014 fizeram um referendo, às três pancadas, na Crimeia e a grande maioria da população votou na reunificação com a Rússia; pela calada da noite, a Rússia foi com o seu exército e tomou a Crimeia.  “Nos corações e mentes das pessoas, a Crimeia sempre foi e permanece como uma parte inseparável da Rússia” “..tem uma importância vital, uma importância histórica para todos nós”, afirmou o presidente russo, referindo-se à Crimeia, como um local aprazível, o seu Algarve, onde os maiores pensadores russos passavam grandes temporadas.

A comunidade internacional achou que o referendo era uma farsa e contestou a anexação

do território pelos russos; estes, por sua vez, alegaram que se tratou simplesmente de uma reunificação, lembrando que a Ucrânia fazia parte do império russo.

Numa entrevista recente, Putin questionou o seguinte:

A NATO vem ao meu quintal plantar mísseis que, se forem disparados, demoram entre 6 a 10 minutos para chegarem ao coração de Moscovo e vocês não querem  que eu faça nada? E se eu for colocar mísseis na fronteira dos Estados Unidos, eles não vão fazer nada? E se eu colocar o meu exército na fronteira do Reino Unido, ninguém vai fazer nada?  Vocês vêm aqui estreitar a relação com o meu vizinho mais próximo e instalar aí bases militares e esperam que eu não faça nada?

Este é o argumento oficial da Rússia, mas o que a maioria dos especialistas em política internacional defendem é que, no fundo, Putin quer ver de volta todo o território do império russo, ou que, pelo menos, quer reaver parcialmente o território que era originalmente da URSS. Neste contexto de grande tensão, os especialistas acham que existe uma chance, na ordem dos 78%, de a Rússia invadir a Ucrânia.

Na minha opinião, isso será inevitável!

Adérito Barbosa  in olhosemlente.blogspot.com

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