terça-feira, 29 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Hotel
Entra toda elegante no Hotel.
Botas de inverno a condizer com a saia creme, que cobre ligeiramente o cano da bota, boina na cabeça, também ela creme, que deixa escapar ligeiramente o cabelo, fazendo notar a sua franja, cachecol castanho e luvas de couro castanho, mala Louis Vuitton. No ar paira um perfume que indicia tratar-se de uma mulher distinta.
Discreta mas com um à vontade próprio de quem... está segura de si, dirige-se ao rececionista. - Bom dia! O meu nome é Gertrudes. Por favor, pode contactar o hóspede, Sr. Adérito Barbosa, que está hospedado no quarto 405, dizendo que já cá estou na receção?
- Pois não, minha senhora, ligo já.
- Obrigada - diz ela.
- Pode sentar-se, por favor, enquanto contacto com o nosso hóspede. Quer tomar algo, minha senhora? – pergunta o empregado.
- Não, obrigada.
Senta-se no amplo sofá da sala de estar do hotel, tira as luvas e manifesta curiosidade com o título de uma revista que ali está ao acaso e começa a folheá-la, lendo interessadamente um artigo.
Enquanto isso, o rececionista pega no telefone e disca o nº 405.
-Sr. Adérito?!...
Do outro lado, uma voz atende.
- Sim, boa noite!
- É o Sr. Adérito?
- Sou, sim!
- Fala da receção do hotel.
- Sim, diga, por favor - diz o hóspede.
- Queria informá-lo que a Sra. D. Gertrudes está aqui no hall do hotel à sua espera. Quer que a mande subir?
- Quem?!... – interpela o hóspede com voz embaraçada.
- A Sra. D. Gertrudes!… - contrapõe o empregado delicadamente.
- Caro Miguel, preciso que me faça um favor.
- Sim, diga, Sr. Barbosa. Não disse a senhora que eu estava, pois não?
– Não, não disse.
- Ótimo! Diga à senhora que, do quarto, ninguém atende o telefone e que, eventualmente, saí. Faça-me esse favor! - pede o hóspede.
- Fique descansado, Sr. Barbosa. Assim farei!
O rececionista dirigiu-se ao local onde a senhora estava sentada lendo a tal revista.
- Sra. D. Gertrudes, não consegui que, do quarto, me atendessem o telefone. Possivelmente o Sr. Adérito Barbosa saiu.
Questão: Qual será a atitude da senhora face à notícia que acabara de receber?
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
O Formigal
Escola Básica Fernando Formigal de Morais
22 de Outubro de 2013 - 1º aniversário
No Formigal somos muitos
Mas não somos formigas.
Todas as manhãs
Ainda ensonados
Chegamos todos
à nossa escola.

Trazemos na sacola
O sonho
E nos cadernos
Jardins pintados
Com as cores dos passarinhos.
Com a nossa alegria
Barulho fazemos
Com lápis inventamos números
Nos livros mil histórias
por descobrir.
No Formigal só há alegria
Ninguém se lembra de chamar a mãe
Aqui ninguém faz birras
Somos o centro
Os maiores!
Nas salas
Recortamos e pintamos
Lemos e contamos
Conversamos e cantamos
Trabalhamos...
No recreio queremos
Correr
Gritar
Saltar
Jogar
Brincar...
A nossa escola é linda
Aqui queremos ficar!...
Parabéns pelo teu 1º Aniversário
Ó Escola Fernando de Formigal
Adérito Barbosa
obs: A Sra. Professora coordenadora da Biblioteca da Escola, sugeriu-me que escrevesse algo para ser lido por um aluno pela ocasião da comemoração do 1º aniversário da Biblioteca da Escola Fernando Formigal de Morais.
Foi uma honra!
Parabéns à comunidade escolar.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Escribo * Resposta
domingo, 13 de outubro de 2013
O corno é ele!!
O Corno é Ele!!!
O indivíduo surpreende a mulher na sua cama com outro...Tira o revólver da cintura, toma cuidado para não ser percebido pelos dois, arma o gatilho e quando já estava preparado para meter uma bala em cada um deles, pára para pensar e começa a perceber como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.
O indivíduo surpreende a mulher na sua cama com outro...Tira o revólver da cintura, toma cuidado para não ser percebido pelos dois, arma o gatilho e quando já estava preparado para meter uma bala em cada um deles, pára para pensar e começa a perceber como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro para comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda.
Os miúdos tinham mudado da escola pública do bairro para um colégio superchique, na zona Norte.
A mulher tinha trocado de carro, apesar dele estar há quatro anos sem ser aumentado e ter inclusive cortado a mesada dela.
E o mercado então, nem se fala, eles nunca tinham tido tanta fartura como nos últimos meses. E as contas de luz, água, telefone, internet, telemovel e cartão de crédito, faziam tempo que ele nem ouvia falar delas.
O caso é que a mulher dele era mesmo um aviãozinho, baixinha toda gostosa, mesmo com três filhos o tempo não passava para ela, era uma mistura de Tiazinha com Malú Mader, temperada no caldo da Feiticeira, coisa de louco, muito gostosa…
Guardou a arma na cintura, com o mesmo cuidado para não ser percebido, e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois. Parou na porta da sala, reflectiu um pouco e disse para si mesmo:
Guardou a arma na cintura, com o mesmo cuidado para não ser percebido, e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois. Parou na porta da sala, reflectiu um pouco e disse para si mesmo:
- O cara paga o aluguer, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou para cama com ela todos os dias...
E, fechando a porta atrás de si, concluiu sorrindo:
- PÔXA ! - O CORNO É ELE !!!!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Sinais
AUSENCIA
Coas mans cheas de vento
vou aloumiñar as follas dos fentos.
Coa miña linguaxe
namorarei os océanos.
Mentres ti me escalas
tentarei de lamber a túa pel quente.
Vou amosarme explícita.
Vou me anticipar ao teu abrazo,
vou amar esperta
o teu corpo ausente.
De tanto percorrer as túas ladeiras t
éñote aprendido.
Neste labirinto non esquezo nada.
Estraño os teus xestos,
os pinceis humedecidos
cos que debuxas os meus contornos.
Amareite na distancia
chamareite a berros.
Imaxinarei os teus dedos
o seu latexar efémero.
Como doen as noites sen ti,
como fose a vida e non te teño.
Voute querer na distancia.
Vou esquecer a ausencia.
Asun Estévez (Noites, amenceres...e algo máis)
_______________________________________ X _______________________________________
SINAIS

Não dizes nada,
Foram muitas as vezes que me percorreste,
Conheces de cor este labirinto.
Como esquecer os gestos que faço
quando desenho os teus contornos?
Longe nesta prisão,
Ouço a tua voz
que me chama em silêncio.
Sim, relaxo-me quando me tocas
Tu, sabes disso.
Fica comigo
Esta noite.
Senta!
Fica, não digas nada!
Coas mans cheas de vento
vou aloumiñar as follas dos fentos.
Coa miña linguaxe
namorarei os océanos.
Mentres ti me escalas
tentarei de lamber a túa pel quente.
Vou amosarme explícita.
Vou me anticipar ao teu abrazo,
vou amar esperta
o teu corpo ausente.De tanto percorrer as túas ladeiras t
éñote aprendido.
Neste labirinto non esquezo nada.
Estraño os teus xestos,
os pinceis humedecidos
cos que debuxas os meus contornos.
Amareite na distancia
chamareite a berros.
Imaxinarei os teus dedos
o seu latexar efémero.
Como doen as noites sen ti,
como fose a vida e non te teño.
Voute querer na distancia.
Vou esquecer a ausencia.
Asun Estévez (Noites, amenceres...e algo máis)
_______________________________________ X _______________________________________
SINAIS
O teu cheiro trouxe o vento
Que perfuma as folhas que voam,
...São os teus, os teus sinais!
Ah!, se conheço os teus sinais!…
És a minha maré.
A tua língua na minha pele
Arrepia-me,
Anda!
Abraça-me!
Imagina-me!…E Agora!?
Que perfuma as folhas que voam,
...São os teus, os teus sinais!
Ah!, se conheço os teus sinais!…
És a minha maré.
A tua língua na minha pele
Arrepia-me,
Anda!
Abraça-me!
Imagina-me!…E Agora!?

Foram muitas as vezes que me percorreste,
Conheces de cor este labirinto.
Como esquecer os gestos que faço
quando desenho os teus contornos?
Longe nesta prisão,
Ouço a tua voz
que me chama em silêncio.
Sim, relaxo-me quando me tocas
Tu, sabes disso.
Fica comigo
Esta noite.
Senta!
A nossa vida nasceu agora!
Vou levantar, vou gritar
Vou exigir ao mundo a minha
parte.
Não te quero perder!
Não há distância,
Nem ausência que me vergue
Ou me quebre.
Adérito Barbosa
10 de outubro 2013
Vou levantar, vou gritar
Vou exigir ao mundo a minha
parte.
Não te quero perder!
Não há distância,
Nem ausência que me vergue
Ou me quebre.
Adérito Barbosa
10 de outubro 2013
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