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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Europa sempre a mesma treta



Há dois conflitos iminentes no mundo, na atualidade: um entre a  Rússia e a Ucrânia e um outro entre a China,Taiwan e Estados Unidos da América.

Curiosamente, o conflito que mais preocupa os EUA é a tensão entre a China e Taiwan, porque envolve diretamente os Estados Unidos, país aliado militar e tecnológico de Taiwan; digo tecnológico, porque é Taiwan que fabrica os microprocessadores para o mundo inteiro. Se a China deitar a mão a essa tecnologia, será uma tragédia para o Ocidente. No entanto, até agora, a China nunca conseguiu copiar essa tecnologia.

O que mais desperta a atenção das pessoas e dos media nos Estados Unidos e na Europa é o conflito da Rússia com a Ucrânia e isso não é à toa, porque a Rússia é um inimigo histórico dos Estados Unidos. Desde a Segunda Guerra Mundial, principalmente após várias décadas de Guerra Fria, os americanos dão muita atenção aos movimentos da Rússia, apesar de hoje em dia a maior ameaça para a nação americana ser a China e não a Rússia; mas não vou alongar-me sobre este assunto aqui. Vou focar-me no primeiro conflito referido.

Afinal, o que é que a Rússia quer com a Ucrânia?  

De uma maneira mais simples possível, vamos começar pelas personagens:

1ª- Rússia:  É um país que começa na Europa e se estende pela Ásia, até ao Japão e às Coreias; é o maior país do mundo em extensão territorial e faz fronteira com catorze países. 

2ª- Ucrânia: É o segundo maior país da Europa em extensão territorial e historicamente fez parte da Rússia, tendo feito parte, por muito tempo, da União Soviética. Foi parte importante do Império Russo e muitos até argumentam que a civilização russa nasceu na Ucrânia.

3ª- NATO: Esta personagem é uma instituição que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, como se fosse um clube de vários países da Europa, ao qual se juntaram os EUA e o Canadá; é mais ou menos como um exército comum desses países, que tem por função defender os interesses desses países no mundo.

O que acontece é que a NATO foi criada principalmente para os aliados se defenderem da Rússia, depois da Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas vem expandindo as suas bases militares para locais cada vez mais próximos das fronteiras russas e vem englobando países que faziam parte do bloco soviético durante a Guerra Fria, para além de também construir bases militares nesses países. Obviamente que a Rússia não fica nada feliz com esta movimentação de tropas e de armamento da NATO. A Rússia quer manter a NATO o mais longe possível das suas fronteiras, porque a considera seu potencial inimigo.

Então o que é que a Ucrânia tem a ver com isto? Na Ucrânia, outrora importante centro industrial russo, passam os gasodutos para a exportação de gás natural da Rússia para a Europa, o que é de extrema importância económica; do ponto de vista geográfico, a Ucrânia tem funcionado como uma “zona de segurança”, uma barreira para o avanço de forças militares sobre a Rússia.

Os cães grandes desta história são a Rússia e a NATO; a Ucrânia tem um azar dos diabos, ao ficar no meio do caminho e ter que escolher por que lado optar; contudo quero contar e fazer entender o que é essa treta entre Ucrânia e Rússia.

Tudo começou lá na Idade da Pedra, quando um homem deu uma bofetada noutro - a coisa gerou um sentimento de ódio que se transformou em ressentimento que, por sua vez, evoluiu para um sentimento de injustiça para quem levou nas trombas.

Paralelamente, no agressor, naquele que bateu, cresceu uma certa soberba, uma sensação de impunidade e até chegou a ganhar gosto pela porrada.

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Comecemos pelos acontecimentos a partir da Primeira Guerra Mundial; olhando para o mapa da Rússia antes do começo da Primeira Guerra Mundial, vemos que o império Russo fazia fronteira com a Alemanha e não existiam países como Ucrânia, Polónia, Lituânia, Estónia, Bielorrússia e Geórgia. Aquilo era tudo Império Russo - na verdade, nem a Finlândia existia. Pouca gente sabe, mas a Finlândia fazia parte do Império Russo também. 

A Rússia era o país que mais crescia no mundo, sendo, porém um país predominantemente agrário, enquanto a Alemanha era já um país bem mais industrializado; este facto fez toda a diferença em termos de guerra, porque a Alemanha produzia equipamentos e munições rapidamente e ao mesmo tempo também conseguia produzir suprimentos, para manter a população e o exército em ação, o que na Rússia não acontecia.

Então o que aconteceu? Imaginem! O czar Nicolau II, imperador russo, mais conhecido pelo pequeno Nicky, foi com o seu exército para cima da Alemanha e do império austro-húngaro. Resultado?  Sofreu uma estrondosa derrota; o seu Exército foi completamente dizimado e a população da Rússia ficou tão mal que ele, o Czar, acabou por abdicar do trono.

Na Rússia existia um movimento de descontentes, que tinham como objetivo matar o Czar e família, tirar a Rússia da guerra e instaurar o comunismo na Rússia e em toda a Europa; por outro lado a Alemanha estava desesperada por acabar a guerra com a Rússia, porque tinha também a frente ocidental reforçada devido à  entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

Então o que fez a Alemanha? Foi buscar um ativista comunista russo, um revolucionário que estava exilado na Suíça, enfiou-o num comboio com uma montanha de dinheiro e mandou-o para São Petersburgo, para ajudar o movimento bolchevique a ganhar o poder e a retirar a Rússia da guerra, de modo a que a Alemanha pudesse focar-se somente  com  a frente ocidental, que incluia a Inglaterra, a França e os Estados Unidos. Qual era o nome desse cidadão? Vladimir Ulyanov,  Lenine.

Lenine acabou por derrubar o czar e formar a União Soviética; organizou o movimento bolchevique e foi bem sucedido. Como tinha prometido, tirou a Rússia da guerra, perdendo a guerra. O perdedor, a Rússia, precisava de convencer a Alemanha a parar de bater e  como é que  fez isso? Sentou-se com os representantes do inimigo e negoceia um acordo de paz, perguntando ao vencedor o que quer. Neste caso, o representante russo era Trotsky e teve que sentar-se com um General alemão, para ver o que é que a Alemanha queria para parar com a guerra! O General alemão obrigou os russos a abrir mão de 2 milhões e meio de quilómetros quadrados, onde se situavam simplesmente Ucrânia, Bielorrússia, Lituânia, Geórgia, Estónia, Letónia e Finlândia, ficando assim sem um terço da sua população. Até os próprios políticos alemães acharam que as imposições do General alemão, foram humilhantes e que isso poderia criar  um sentimento de ódio, de injustiça em quem perdera, e que acabaria por provocar outras guerras no futuro como veio a acontecer com a própria Alemanha. Mas porque é que Trotsky, que era um homem inteligente, aceitou assinar um tratado tão mau para a Rússia?  Porque é que a Alemanha perdeu a guerra poucos meses depois? Estando a Rússia do lado dos vencedores, porque é que Trotsky aceitou perder tanto terreno e tanta população?

Porque os Russos acreditavam que um dia, com o tempo e com discrição recuperariam tudo novamente. 

E com o tempo, a Rússia, que sentiu que aquele tratado com a Alemanha não fazia sentido nenhum, começou a recuperar todos os territórios (com exceção da Finlândia) e a União Soviética voltou a unificar-se, tendo sobrevivido até 1991, por mais 69 anos.

Com o fim da União Soviética e do comunismo, a treta tinha tudo para ter acabado de vez, pois a Rússia já deixara de ser comunista e já não existia a União Soviética. Era óbvio que os líderes da época, Gorbatchov e Boris Yeltsin tinham boas relações com o Ocidente e alguma vontade de se integrarem, mas a Europa sempre considerou a Rússia o patinho feio  da História  e manteve-a isolada lá longe, no canto.

Nos anos 2000 a União Europeia começou a englobar os países comunistas ex-membros da URSS e a Rússia, obviamente, não ficou feliz. Começou a sentir-se cada vez mais ameaçada, porque a UE instalou bases militares nesses países, chegando cada vez mais perto do seu território. Como a Rússia estava muito desorganizada, pois tinha acabado de sair de um período de recessão muito grande devido ao fim da União Soviética e não tinha muita força para fazer frente à Nato, a Rússia deixou a coisa correr.

Ao longo das duas décadas seguintes, a Rússia cresceu muito economicamente e em 2013, quando a Ucrânia estava prestes a assinar um acordo para estreitar relações com a União Europeia, o presidente da Ucrânia não assinou o tratado e no dia seguinte houve uma revolta, porque supostamente a população quereria entrar para a União Europeia e o presidente quis ficar do lado dos Russos.

É isso que os  media ocidentais  dizem que aconteceu, enquanto a Rússia diz que, na realidade, foi um movimento financiado pelos países do Ocidente.

Grande parte da Ucrânia é povoada pela população que descende dos russos, falam russo, sentem-se russos. Em 2014 fizeram um referendo, às três pancadas, na Crimeia e a grande maioria da população votou na reunificação com a Rússia; pela calada da noite, a Rússia foi com o seu exército e tomou a Crimeia.  “Nos corações e mentes das pessoas, a Crimeia sempre foi e permanece como uma parte inseparável da Rússia” “..tem uma importância vital, uma importância histórica para todos nós”, afirmou o presidente russo, referindo-se à Crimeia, como um local aprazível, o seu Algarve, onde os maiores pensadores russos passavam grandes temporadas.

A comunidade internacional achou que o referendo era uma farsa e contestou a anexação

do território pelos russos; estes, por sua vez, alegaram que se tratou simplesmente de uma reunificação, lembrando que a Ucrânia fazia parte do império russo.

Numa entrevista recente, Putin questionou o seguinte:

A NATO vem ao meu quintal plantar mísseis que, se forem disparados, demoram entre 6 a 10 minutos para chegarem ao coração de Moscovo e vocês não querem  que eu faça nada? E se eu for colocar mísseis na fronteira dos Estados Unidos, eles não vão fazer nada? E se eu colocar o meu exército na fronteira do Reino Unido, ninguém vai fazer nada?  Vocês vêm aqui estreitar a relação com o meu vizinho mais próximo e instalar aí bases militares e esperam que eu não faça nada?

Este é o argumento oficial da Rússia, mas o que a maioria dos especialistas em política internacional defendem é que, no fundo, Putin quer ver de volta todo o território do império russo, ou que, pelo menos, quer reaver parcialmente o território que era originalmente da URSS. Neste contexto de grande tensão, os especialistas acham que existe uma chance, na ordem dos 78%, de a Rússia invadir a Ucrânia.

Na minha opinião, isso será inevitável!

Adérito Barbosa  in olhosemlente.blogspot.com

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

CURIOSIDADES



— FIGOS: NÃO SÃO FRUTOS, SABIAM?


Um figo não é uma fruta qualquer.

Na verdade, nem é uma fruta.

Estritamente os figos são flores invertidas.

As figueiras não florescem da mesma forma que outras árvores de fruto fazem como amendoeiras ou cerejeiras.

Os figos têm uma história muito curiosa.

Em primeiro lugar tecnicamente não são uma fruta, mas sim uma infrutescência (um conjunto de frutos).

E em segundo que eles precisam de uma vespa sacrificada para se reproduzir, insecto que morre dentro do figo.

Em palavras simples os figos são uma espécie de flores invertidas que florescem dentro desse grande casulo escuro com tons avermelhado que conhecemos como figo.

Cada flor produz um único fruto de casca rija e uma única semente chamada ′′aquênio".

O figo é formado por vários aquênios, o que lhe dão essa textura crocante tão característica.

Portanto, quando comemos um figo, estamos comendo centenas de frutos.

Mas o mais incrível o processo de polinização especial que as flores do figo precisam para se reproduzir.

Elas não podem depender de que o vento ou as abelhas os façam chegar o pólen como outros frutos por isso precisam de uma espécie conhecida como vespas dos figos.

Esses insectos transportam seu material genético e permitem sua reprodução.

Por seu lado, as vespas não poderiam viver sem os figos, pois depositam suas larvas no interior da fruta. Este relacionamento é conhecido como simbiose ou mutualismo.

Actualmente, a grande maioria dos produtores deste fruto não precisa mais do trabalho das vespas. A maioria das variedades de figo de consumo humano são partenogenéticas.

Isso significa que eles sempre dão fruto na ausência de polinizador.


Partilhado por: «O SALOIO» – Mafra | 24/01/2022.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

O regresso dos ABBA

Vá lá um gajo entender certas merdas - 

Para trabalharmos ou entrarmos  num restaurante, discoteca e afins é preciso: duas vacinas e uma de reforço,  e mais uns quantos  testes e ainda mostrar o digital, porque o papel não serve! Para votar nos ABBA não precisamos de apresentar nada e até podemos dizer que estamos contaminados…

No supermercado tb não é preciso nada!

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com




segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

 Sabias disso?


Tancos, eu conheço-te, tu conheces-me e sentiste o choque e a dureza dos meus ossos. Foste o meu agasalho nas incríveis noites de gelo, levaste os meus gemidos da caserna à Barquinha e à Jardoa. 

Desfilei  na pista vermelha, dancei à volta da Tapada de Mafra, dei braçadas na pista de água, engoli lodo na sua pista de lodo em Alfeite, explorei a Torre Francesa e visitei a Torre Americana - tudo isso para que não ficasses ciumento.

Voei no teu ventre em alturas nunca sonhadas, entrei e saí pelas nuvens do teu céu, senti frio e calor!

Ouvi a voz firme: - Em posição!  E já!  Esta mesma ordem, em posição e já, dei-a também firmemente, a muitos.

Como era lindo viver naquele tempo. Sentia-me respeitado, via que os militares eram respeitados, valia a pena sermos militares e arriscarmos a vida, porque sabíamos que todos nós, militares, fazíamos o nosso melhor pelo País e o povo amava-nos.

Todos os reservistas sonhavam ser chamados para o Júpiter antes de morrerem.

Nunca imaginei, Tancos, que te tornarias  num proxeneta da PJ, do Ministério Público e dos políticos. 

Tornaste-te num paneleiro sem vergonha e andas a apanhar no cu todos os dias.

És sim, és um paneleiro, não podes negar isso!

Deixaste que fizessem do teu cu local de prazer dos políticos e pagaste caro, por não teres cuidado dos teus admiráveis militares do teu polígono - homens da pátria, cidadãos sérios e deixaste que te roubassem  a nostalgia, quando acabaram com o SMO. Deixaram-te sozinho entre acusações E FURTOS de armas!

Entraste num jogo político e o Ministério Público acusou e levou a julgamento MILITARES TERRORISTAS e depois, no finalzinho,  eles próprios dizem que afinal não havia nada!

Tancos, o teu fim foi quando te amantizaste com os políticos.

Quem se fodeu fomos nós, os militares; sabias disso?


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com


quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

O milagre da câmara de TV


 O MILAGRE DA CÂMARA DE TV


Quem andou perto das escolas anos a fio, sabe que muito professorado faz de tudo para não dar aulas, atarefados com as actividades da FENPROF , com as depressões e com as baixas médicas.

Agora que o governo quer os alunos em casa por causa da história do covid, os professores estão todos chateados, viraram comentadores de TV e querem os alunos nas escolas.

Hoje começaram cedo a fazer barulho…


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

A tourada



Em dois anos Portugal tornou-se num dos países do mundo com mais médicos.

Com tantos médicos, não é de estranhar que eles não se entendam e assim se explica porque é que o Covid anda a monte e ninguém o apanha.

Quando deram conta da fuga, chamaram o Almirante que, de canhão em punho, picou a maioria do povo. Houve uns quantos que ele não conseguiu apanhar; a esses deram o nome de negacionistas.

Então o que aconteceu? Os Portugueses, num ápice, especializaram-se em medicina e andam todos por aí a opinar sobre o vírus e a dar-lhe caça, cada um com a sua prescrição da treta!

A luta está organizada da seguinte forma:

 • Os médicos verdadeiros vão às televisões contradizerem-se uns aos outros, “coisa rara entre eles” e tentam ver quem grita mais alto!

 •  Os médicos instantâneos, os da treta, vieram depois: professores, directores, escolares, presidentes de confederações,  presidentes de associações de directores, quer das escolas públicas, quer  das privadas, todos eles, esquecidos de se preocuparem com o ensino e das lutas da sua poderosa Fenprof, passam o tempo todo a botar faladura nas televisões sobre o Covid.Tenho um amigo que é professor - Eh pá! O gajo não se cala um bocadinho! Ele, na SIC, já cansa!

 • Os jornalistas pegaram então no Covid, fizeram com ele um grande arraial juntamente com professores, médicos, bombeiros, matemáticos, Directora da Saúde, a D. Graça e com a D. Temido lançaram o pânico nas hostes!

Fecharam os bares, os restaurantes, as fronteiras, as lojinhas de Bairro e encaminharam a malta toda que nem carneiros para as grandes superfícies, a fim de engordarem mais ainda aqueles que já eram gordos. 

A indústria farmacêutica, essa ficou a rir, a laborar a todo o vapor e a enriquecer!

Eis então que apareceu o nosso primeiro Costa com o seu batalhão governamental e desatou a distribuir diplomas de “fiscal de saúde” a torto e a direito e do nada transformou os donos dos restaurantes, os porteiros, as hospedeiras de bordo, os polícias, os ladrões, os empregados de mesa, etc.,em fiscais de saúde.

O tal Covid 19, que anda a monte há dois anos, pariu uma data de variantes e até acabou por parir agora uma criança de seu nome Omicron, tendo sido parteira assistente - para nossa felicidade - uma portuguesa.

Era o que faltava acontecer. Uma tuguinha inscrever o seu nome como parteira de uma espécie rara.

Assim que nasceu a Omicron, lembraram-se de a levar para o parque infantil, juntá-la às crianças dos 5 aos 12 anos e perguntaram aos pais que tal a ideia de eles próprios se transformarem em médicos pediatras. Foi o rastilho para a tourada. É verdade! Uma verdadeira tourada. Toda a gente passou a entender das vacinas. Por causa  disto, lembrei-me do poeta Ary dos Santos com aquela que dizia: 

Não importa sol ou sombra 

camarotes ou barreiras 

o que é preciso é tourear 

ombro a ombro o Omícron

que nos leva ao engano

e nos pode causar danos. 


Entram em cena  guizos chocas capotes e mantilhas pretas, 

entram os bravos com cravos e dichotes 

porque tudo o mais que  se gritar é treta!

Entram as vacas depois dos forcados que não pegam nada.  

Entram os peões de brega  a afugentar com bandarilhas

o Covid que, entretido

 na praça da barulheira, 

pega o português 

pelos cornos da desgraça, 

fazendo da tristeza uma graça!

Também aparecem velhas doidas e turistas,  benefícios fiscais,

cronistas e até aldrabões. 

Entram marialvas, coristas e galifões de crista e ainda os cavaleiros à garupa do seu heroísmo. 

Entrou ainda aquela música maluca  

os aficionados e a caduca mais o snobismo. 

Entraram os comentadores e moralistas 

E ainda muito euro 

que às grandes farmacêuticas

dá lucro aos milhões!!!!

Por isso esta festa vai durar por mais algum tempo, porque deixaram de querer saber da origem do Covid. 

O povo, transformado em fiscal de saúde, está feliz, porque tem já um canudo fiscal de saúde  e nem deu conta do aumento brutal dos combustíveis.

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

EU, O LIXO E O PRESIDENTE


Nesta vila nada acontece; a única coisa que acontece por aqui é o Presidente da Junta, dado que ele próprio é um acontecimento. Foi reconduzido no cargo, não fez nada no mandato anterior; mas como também não prometeu nada, ninguém esperou nada dele e voltou a ganhar!

Quem não se safa aqui sou eu!

Terminado o contrato de trabalho, agora é tempo de descanso. Hoje fui dar uma volta à  santa terrinha, cujo rei,  por acaso, se chama Filipe Abreu, o tal Presidente incompetente e videirinho cá do sítio. Há um ano fui assistir à Assembleia de Freguesia e fiz uma intervenção, colocando o problema do lixo e da placa toponímica da minha rua; enviei um e-mail e não obtive resposta; contactei a C.M. Mafra, tendo esta respondido que a responsabilidade é da Junta, de acordo com um protocolo assinado entre as duas entidades.

Como o Sr. Presidente nunca respondeu às minhas amáveis notas deixadas na Junta, fui à Assembleia de Freguesia e tomei nota do que lá ouvi. O Presidente a expor os trabalhos realizados no muro do  cemitério, para não entrar frio pelas frestas e assim manter os mortos mais confortáveis e quentinhos; ao invés, teima em manter os fregueses como eu  a viver no meio do lixo, no meio da porcaria, sem caixotes para os  reciclados, sem limpeza de passeios e de ruas, placa topónica só provisória ainda.

O lixo à minha porta é o que mais nos une!


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

Publicação em destaque

Florbela Espanca, Correspondência (1916)

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinter...