Foi domingo, 18 de abril, no Alto Alentejo, em Benavila, mais concretamente na Fundação Abreu Callado, para onde se fez a peregrinação dos fiéis da defunta Base Operacional das Tropas Paraquedistas 1 de Lisboa.
A malta apareceu em força, como manda a tradição e o espírito de corpo que não se perde com os anos. Entre reencontros, abraços demorados e aquelas histórias que já toda a gente ouviu mas ninguém se cansa de repetir, foi-se compondo o cenário de mais um daqueles dias que valem pelo que são: simples, directos e cheios de memória.
O Joviano Vitorino foi o mordomo e segurou a coisa com mão firme, sem espalhafato, como deve ser. Está de parabéns, porque não é só marcar presença, é fazer acontecer — e isso nota-se nos detalhes que fazem a diferença.
Houve prova de vinho Lúcio Perca, a acompanhar os enchidos na receção, num arranque que prometia e cumpriu. O ensopado de borrego trazia aquele sabor alentejano inconfundível, como manda a terra. O bacalhau estava no ponto, fofinho, sem invenções desnecessárias. Da sopa de feijão com couve, nem vale a pena falar — daquelas que dispensam comentários e pedem silêncio respeitoso.
Pelo meio, circularam as conversas de sempre: um misto de memória, exagero e verdade conveniente. Não faltaram as secas do costume, as dadas e as levadas, naquele equilíbrio fino entre a picardia e o companheirismo. Porque no fundo é isso que mantém a coisa viva: a capacidade de dizer tudo sem levar nada demasiado a sério.
Entre copos, gargalhadas e recordações, foi-se esticando o tempo sem pressa. E quando assim é, percebe-se que estes encontros não são apenas um hábito — são uma forma de não deixar cair aquilo que, por muito que o tempo passe, continua a fazer sentido.
Nas fotos: Edgar Bexiga e o Estratega, ambos do meu curso.
A reportagem completa está no mural do Serrano Rosa.
Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com
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