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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Pedido de Renúncia ao mandato

Carta Aberta ao Presidente José Maria Neves: 


“Pedido de Renúncia por roubo”


Excelentíssimo Senhor Presidente José Maria Neves,


Venho, por meio desta, expressar a indignação de milhares de cidadãos que, assim como eu, observam atónitos os recentes acontecimentos envolvendo a gestão da Presidência da República. A recente divulgação do relatório da Inspeção

Geral das Finanças (IGF), datado de 07 de agosto, confirma existência de irregularidades graves e inaceitáveis que comprometem a integridade do mais alto cargo da nossa nação.

O relatório da IGF revela que a Presidência da República pagou, de forma indevida, a quantia de 5.396.352$00 à falsa Primeira-Dama, Débora Katisa Carvalho, durante 24 meses, sem qualquer base legal que justifique tais pagamentos. Como bem enfatizou a IGF, o cargo de Primeira-Dama não é uma função pública, não é eletivo e, portanto, não é passível de remuneração pelo erário público. Trata-se de um erro gravíssimo, que fere o princípio da legalidade e da moralidade que devem nortear a administração pública.


Além disso, os 2.259.480$00 pagos à ex-conselheira jurídica Marisa Morais, que nunca tomou posse de suas funções, demonstram um total desrespeito pelos recursos públicos. É inadmissível que o dinheiro do povo seja utilizado para sustentar pagamentos sem qualquer justificativa legal ou moral.


Tais actos, Senhor Presidente, não apenas denigrem a imagem da sua gestão, mas também minam a confiança do povo nas instituições que deveriam zelar pelo bem comum. A confiança do povo é a base de qualquer governo legítimo, e ela foi profundamente abalada.


Diante da gravidade das irregularidades apontadas, é impossível ignorar o peso da responsabilidade que recai sobre Vossa Excelência. Não podemos permitir que a administração pública seja conduzida com tamanho descaso pelas leis e pelo respeito que o cargo presidencial exige. 


Por isso, em nome da transparência, da ética e da confiança que o povo uma vez depositou em Vossa Excelência, venho, em conjunto com muitos cidadãos, pedir a sua renúncia ao mandato presidencial. A renúncia não é apenas um ato de responsabilidade, mas também um gesto de respeito ao povo cabo-verdiano e às instituições que devem ser preservadas e valorizadas.


A história sempre julgou com severidade os líderes que, diante de escândalos e irregularidades, optaram por se apegar ao poder em detrimento da honra e da integridade. Agora, Vossa Excelência tem a oportunidade de se redimir perante o povo e a história, permitindo que a nação siga em frente sem as sombras da dúvida e da desconfiança que hoje pairam sobre a sua administração.


Renuncie, Senhor Presidente. Faça isso pelo bem de Cabo Verde.


Atenciosamente,l


Aderito Barbosa

sábado, 3 de agosto de 2024

Esquece, janta e dorme


“Numa manhã, o professor pergunta à aluna:

 - Diz-me lá quem escreveu "Os Lusíadas"?

A aluna, a gaguejar, responde:

- Não sei, Sr. Professor, mas eu não fui. E começa a chorar. 

O professor, furioso, diz-lhe:

- Pois então, de tarde, quero falar com a tua mãe. 

Em conversa com a mãe, o professor faz-lhe queixa:

- Não percebo a sua filha. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ela respondeu-me que não sabia, que não foi ela... 

Diz a mãe:

- Bem, ela não costuma ser mentirosa, se diz que não foi ela, é porque não foi. Já se fosse o irmão... 

Irritado com tanta ignorância, o professor resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:

- Parece que o dia não lhe correu muito bem... 

- Pois não, imagine que perguntei a uma aluna quem escreveu "Os Lusíadas" respondeu-me que não sabia, que não foi ela, e começou a chorar. 

O comandante do posto:

- Não se preocupe. Chamamos cá a miúda, damos-lhe um "aperto", vai ver que ela confessa tudo!

- Com os cabelos em pé, o professor chega a casa e encontra a mulher sentada no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe esta:

- Então o dia correu bem? 

- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a uma aluna quem escreveu "Os Lusíadas". Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ela, e pôs-se a chorar. A mãe diz-me que ela não costuma ser mentirosa. O comandante da G.N.R. quer chamá-la e obrigá-la a confessar. Que hei-de fazer a isto? 

A mulher, confortando-o:

- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!”

Autor desconhecido

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Sistema de Saúde Militar

O cenário atual no Hospital das Forças Armadas parece um do filme de Hitchcock. Nesta manhã, às 10h11, vi uma ambulância estacionada junto ao edifício H04, parecendo mais apropriada para transportar macacos do que para atender às necessidades humanas. A gestão do Exército conseguiu devastar entenda-se (foder) completamente o Hospital da Força Aérea em todos os aspectos possíveis.

A situação é ainda mais crítica quando observamos os tempos de espera para exames essenciais, como endoscopias, colonoscopias, mamografias e ecografias. Marcar qualquer um desses exames requer uma espera absurda de seis meses. Nesse período, é mais do que suficiente para os pacientes adoecerem gravemente, morrerem, apodrecerem e, se houvesse uma chance de ressuscitação, vão encontrar 227 generais mais 7 a serem promovidos este ano, sentados, entretidos em arruinar o hospital e a saúde dos militares e seus familiares. Outros tantos na CNN a deitar asneiradas pela boca fora.

Para agravar ainda mais, enquanto o Hospital das Forças Armadas oferece esses serviços com uma espera de seis meses, o Hospital da Luz consegue realizar os mesmos exames em apenas 20 dias. É indignante que paguemos ao IASFA um valor significativo de 119,05 euros, 14 vezes ao ano, enquanto recebemos um atendimento vergonhoso que põe em risco a nossa saúde e bem-estar.

Este é um exemplo claro de como a má gestão e a ineficiência podem comprometer um sistema de saúde que deveria ser exemplar, como o foi ao tempo da FAP. É urgente uma reavaliação e uma reforma profunda para garantir que o Hospital das Forças Armadas possa atender com dignidade e eficiência aqueles que dependem dele.

Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com


quinta-feira, 18 de julho de 2024

O Abuso de Poder e Corrupção na Presidência de José Maria Neves.


A criação, em 2007, da figura do cônjuge do Presidente da República e do gabinete de apoio tinha como objetivo fornecer suporte institucional ao cônjuge do chefe de Estado. No entanto, o flagrante abuso de José Maria Neves (JMN) ao levar sua namorada, Débora Carvalho, em viagens oficiais às custas do erário público é uma afronta descarada aos princípios republicanos e à moralidade administrativa.

É um escândalo que um chefe de Estado utilize recursos públicos para sustentar um relacionamento pessoal, desviando dinheiro que deveria ser investido em áreas essenciais para a população. Em vez de exercer seu papel de mediador e promotor de consenso, JMN transformou a Presidência da República num palco de escândalos, promiscuidades e abuso de poder.

No programa televisivo “Ponto por Ponto”, que assisti no YouTube, JMN afirmou: "desde o início defini as regras para a nomeação dos Embaixadores". Com esta afirmação, Neves ultrapassa todos os limites. Em democracia, nenhum Presidente da República tem o poder de criar ou definir regras para a execução de um poder constitucional. Num Estado, as regras são estabelecidas pela Constituição e pelas leis, e essas leis devem ser observadas rigorosamente por todos, inclusive pelo Presidente.

A nomeação de embaixadores é uma prerrogativa do governo, e não do presidente. A intervenção de JMN nesse processo é uma clara obstrução e oposição ao governo. Esta atitude não só demonstra um desrespeito pelas normas constitucionais, mas também mina a confiança nas instituições democráticas.

O nepotismo flagrante de JMN, ao criar um cargo fictício de "Primeira Dama" e atribuir um salário exorbitante de 310 mil escudos, é comparável aos piores exemplos de corrupção e favorecimento na história da política africana. Este tipo de prática é típico de regimes autoritários e corruptos, e não de uma democracia que se pretende séria e comprometida com a transparência.

A presença da Sra. Débora Carvalho nas viagens oficiais é um ultraje ao povo cabo-verdiano. O dinheiro público é desperdiçado levianamente em passagens, ajudas de custo e outras mordomias, enquanto a miséria se alastra cada vez mais pelas ilhas. O Presidente viaja a toda hora e para todo lado, e permanece fora muito além do tempo. Nenhum presidente visita outros países e fica por lá 10 dias. Dou conta que num mês veio a Lisboa três vezes. Pergunto eu: fazer o quê? José Neves transformou viagens oficiais em passeios de luxo.

É imoral que se gaste 310 contos mensais para manter um relacionamento. José Maria Neves deve ser responsabilizado pelas suas ações, que claramente configuram abuso de poder. A impunidade não pode prevalecer. Cabo Verde merece um líder que respeite a Constituição, que seja honesto, que não seja nepotista e que esteja comprometido com o bem-estar do povo, e não alguém que usa o cargo para satisfazer interesses pessoais. É hora de dizer basta a este tipo de comportamento. Também sei que ele tem uns capangas de serviço para dar surras a todos aqueles que ousam criticá-lo. Eu próprio já recebi ameaças de um capanguinha que prometeu vir a Lisboa calar-me por eu ter dito que o Sr Neves possui um QI muito fraco.
José Neves - um comunista menor a levar a vida de capitalista e machão com o dinheiro do povo.

Adérito Barbosa

terça-feira, 16 de julho de 2024

Não nos podem enganar


Faço análise contrária aos argumentos apresentados por Pedro Pires na entrevista ao jornal digital português.


1. Negação da Existência de um Partido Único

Argumento de Pedro Pires - Um partido que viabiliza um país [que era considerado] impossível”, devido aos níveis de pobreza, “não é um partido único”. 

- É preciso alguém explicar a Pedro Pires, que a definição de um partido único não depende do sucesso ou fracasso econômico do país, mas sim da existência ou não de pluralismo político. O PAICV (Partido Africano para a Independência de Cabo Verde) foi, de fato, o único partido legal até a adoção do multipartidarismo em 1991. Durante este período, o PAICV detinha o monopólio do poder político, o que caracteriza um regime de partido único, independentemente dos resultados que alcançou no combate à pobreza.

2. Alegação de Pluralismo Político e Democrático

Argumento de Pedro Pires - Democracia é participar nas decisões, não é a mesma coisa que ter muitos partidos".

- Sou capaz de explicar a Pedro Pires, dizendo-lhe  que a democracia envolve mais do que apenas a participação nas decisões; ela também requer a existência de um sistema que permita a livre concorrência de diferentes ideologias e partidos. O pluralismo político é um componente fundamental de qualquer democracia. Em um regime de partido único, como o existente em Cabo Verde até 1991, não havia espaço para a concorrência política, pois outros partidos não eram permitidos. Portanto, a afirmação de que havia democracia plena durante o período de monopólio do PAICV é imprecisa.

3. Afirmação de Liberdades Civis e Políticas Plenas

Argumento de Pedro Pires - Para escolha de deputados faziam-se reuniões e mais reuniões, para escolher os candidatos, que depois eram selecionados. Não havia uma captura de poder” como acontece numa ditadura ou até em democracias da atualidade."

- Refuto essa afirmação Mesmo que houvesse consultas e reuniões para a escolha de candidatos, a falta de alternativas partidárias e de uma oposição organizada impede a verdadeira liberdade política. Num sistema de partido único, os candidatos são geralmente membros do próprio partido dominante ou aprovados por ele, o que limita drasticamente as opções dos eleitores e a possibilidade de verdadeira alternância no poder. Além disso, a presença de liberdades civis é muitas vezes restrita em regimes de partido único, onde a crítica ao governo e a expressão de ideologias alternativas são frequentemente suprimidas.

4. Processo de Transição ao Multipartidarismo

Argumento de Pedro Pires - A democracia é uma 'construção social', cujo amadurecimento, em Cabo Verde, levou depois à abertura ao multipartidarismo, consagrado na Constituição em 1992."

- Sr. Pedro Pires, então como é isso? É importante reconhecer que a transição para o multipartidarismo em 1991 foi uma evolução significativa para a democracia em Cabo Verde. No entanto, isso não nega o fato de que, antes dessa transição, o país operava sob um regime de partido único. O reconhecimento da abertura ao multipartidarismo só reforça que, anteriormente, existia um sistema monopolizado por um único partido.

Embora Pedro Pires destaque aspectos positivos do regime do PAICV, e os esforços para combater a pobreza e desenvolver o país, é crucial reconhecer que, até 1991, Cabo Verde funcionava sob um regime de partido único. A existência de um único partido dominante, sem concorrência política, caracteriza uma ditadura de partido único, independentemente das intenções ou resultados alcançados por esse partido. Contudo não deixo de reafirmar que Cabo Verde estaria muito melhor como região autónoma.


Adérito Barbosa

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Ontem foi aquele, amanhã podes ser tu a vítima!


Estou farto de viver numa sociedade onde jovens sem qualquer experiência de vida se atrevem a tomar as rédeas das nossas instituições. Como é possível que acreditem que a sua energia e idealismo podem compensar a falta de sabedoria que só a experiência traz? A realidade política atual é um circo, onde esses jovens sobem ao poder apenas para tropeçar lá à frente e falhar miseravelmente diante dos desafios complexos que requerem maturidade e sensatez.

Estou farto de ser obrigado a aceitar a homossexualidade, a transexualidade, a ecosexualidade e os lesbicismos dos outros, sem sequer poder expressar que isso vai contra a minha natureza. A narrativa dominante de aceitação e inclusão é uma verdadeira tirania, uma imposição que sufoca qualquer dissidência. A liberdade de expressão está a morrer, esmagada pela pressão para se conformar a essas novas normas sociais. Precisamos urgentemente de um equilíbrio onde a tolerância não se transforme em coerção brutal sobre o tolerante.

Estou farto de ter que aceitar a condição dos outros sem poder questionar ou discordar. A verdadeira tolerância deveria significar a coexistência de diferentes pontos de vista, mas a sociedade atual transforma qualquer divergência numa guerra cultural. O diálogo construtivo foi substituído por imposições unilaterais, onde só a opinião de uns é permitida. É intolerável.

Estou farto de ver a cobertura tendenciosa da guerra de Israel na televisão. Comentaristas que alegam saber tudo, mas que só mostram imagens filtradas por YouTubers do Hamas. Só vemos cadáveres e bonecos embrulhados, enquanto os guerrilheiros do Hamas nunca aparecem. É uma farsa desinformativa que manipula a opinião pública.

Estou farto da promiscuidade entre os jornalistas e alguns membros do Ministério Público. Estou farto de ouvir notícias feitas por jornalistas e depois vê-los horas e horas a comentar a notícia que fizeram tentando convencer os portugueses que somos estúpidos. Eu sei que o jornalismo é negócio mas assim como a coisa está, está mal!

Eu não quero viver num país onde o Ministério Público intimida os políticos e invade a vida privada dos cidadãos. Não quero ler a agenda política ditada por procuradores que se acham deuses, nem quero ouvir o chefe do sindicato do Ministério Público a fazer política. A judicialização da política é um abuso revoltante que ameaça a democracia, destruindo a autonomia governativa e criando um clima de medo entre os políticos. Era assim que a PIDE atuava. 

Estou farto de ouvir que o juiz tal é herói e que o procurador fulano é herói, enquanto nós, o povo, somos todos tratados como bandidos. Por isso cuidado ontem foi aquele, amanhã podes ser tu o escutado. A sociedade moderna está em decadência, silenciando vozes dissidentes e impondo conformidades que destroem convicções pessoais profundamente enraizadas. A crítica a estas tendências não é um apelo ao retrocesso, mas uma luta pela sobrevivência da diversidade de opiniões e da liberdade de expressão. Sem isso, qualquer esperança de uma convivência harmoniosa e inclusiva está condenada ao fracasso. É hora de resistir a esta opressão e lutar por um futuro onde todos possam ser ouvidos e respeitados.

Um dia feliz quando souber que em Portugal todos prestam contas, incluindo o Ministério Público, afinal eles não são os donos do país e nem ninguém os elegeu!


Adérito Barbosa in olhosemlente.blogspot.com

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Nós homens velhos

“Nós, homens velhos

Tenham cuidado connosco.

Porque andamos por aí com o nosso coração endurecido.

Tenham cuidado connosco, já somos muitos e fáceis de identificar.

Já nos apaixonámos e já nos desapaixonámos. 

Já nos perdemos e já nos encontrámos

Já chorámos e já esquecemos.

Já percorremos caminhos esquecidos, de aventura e de êxtase 

Já sentimos o cheiro de flores e de perfumes manhosos…

Tenham cuidado connosco!

Já amámos corpos jovens, já escalámos com beijos montanhas erguidas em desertos e corpos morenos, ardentes de prazer.

Nossas mãos são peritas em acariciar, sabiam?

A nossa boca sabe a vinho velho e os nossos olhos são um paraíso que se os olharem 

não o poderão abandonar.

Muito cuidado connosco portanto.

Nós já passámos dos 60, o nosso cabelo exibe brancos prateados com histórias nunca contadas.

Já não mentimos, já não brincamos e já não queremos aventuras.

Muito cuidado connosco…

Nós queremos apenas beijar enquanto elas dormem, segurar-lhes nas mãos, dar-lhes abraços eternos de segurança.

Nós sabemos cuidar, sabemos conquistar os dias e sabemos amar todas as noites, 

chamá-las de tarde com um poema de quatro palavras, enchemos os domingos delas de alegria e saciedade. 

Aos sábados olhamos para a Lua, lemos livros, cheios de paz.

As nossas palavras são sábias…

Nossos beijos ímanes dos quais elas não conseguem escapar.

Cuidado connosco, porque já não acreditamos em contos de fadas, nem nos apaixonamos pelos olhos ou pelas ancas, ou pelos seios firmes ou em longos cabelos e muito menos por uma cintura fina.

Tenham muito cuidado connosco!

Nós sabemos ouvir sem precisar que falem

Nós fixamos o olhar por detrás dos olhos, 

na beleza da alma, na maturidade do espírito e na sabedoria mental.

Muito cuidado connosco!”


Autor desconhecido

Autor desconhecido


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