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sábado, 10 de setembro de 2016

Tempestade calma



Tempestade calma

Pouco a pouco sinto-me mais perto
da escravidão do pensamento...
Acordo, dou comigo a escrever versos sem sonetos...
Às vezes tenho sentimentos miudinhos sem sentido....
Noutras, tudo parece-me imperfeito...
Mas quando chegas, de repente tudo muda...
Contigo vem uma tempestade calma...
Trazes o segredo que me faz respirar a chuva que molha o corpo estufa.
E a flor brota em mim, com raiz e  perfume de jasmim. Se te respiro, hum... este meu corpo converte-se numa armadilha que adormece a alma sem entender as horas dos ponteiros que recuam e nos força a abrir os olhos para entendermos a razão das coisas.

Adérito Barbosa in olhosemlente

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Entre o Sono e o Sonho



A Obra "Entre o Sono e o Sonho" dividida em 2 tomos com cerca de 600 páginas cada. Será um evento poético que perdurará como um dos mais arrojados objectos de Poesia Portuguesa Contemporânea publicados no nosso país pela Chiado Editora, da qual tive muito prazer em participar. A obra irá antologiar mais de 1.000 Poetas!
A não perder! 
Nas livrarias brevemente.


Adérito Barbosa in olhosemlente

terça-feira, 6 de setembro de 2016

... não é tudo tão mau assim


Uma cidadã Cabo-verdiana, residente em Antuérpia (Bélgica), fez publicar um artigo nas redes sociais, cheiinho de salamaleques e muita mentira à mistura, dizendo que na Ilha do Sal há praias privadas e que ela própria foi barrada por um segurança de um hotel que não a deixou passar, etc...
Enfim! Um chorrilho de mentiras, que fez com que muita gente, desconhecendo a realidade, viesse à praça pública fazer ruído.
Eu sei que nem tudo está bem, mas não é tudo tão mau assim! Perante a desonesta e grave declaração, a título de resposta, vim a terreiro com o seguinte artigo, dirigido à Senhora Marízia:

"É pena que muitos dos Cabo-verdianos  desconheçam a realidade das nossas ilhas. É fácil, mas  perigoso, falar de coisas que não sabemos.
Na visita que fiz à Ilha do Sal, durante o mês de Agosto, procurei esclarecer-me sobre o funcionamento e a orgânica do Município de Espargos, sobre a situação das Salinas de Pedra Lume, sobre as concessões e exploração dos hotéis na ilha, assim como sobre os dividendos económicos que tudo aquilo gera.

Da investigação, fiquei a saber que as concessões dos hotéis, a venda de terrenos, a Electra (entenda-se água e electricidade) é tudo tratado pelo Governo central  e não pela Câmara Municipal de Espargos. Segundo soube, a Câmara apenas trata do lixo e das chatices. Todos os recursos que a ilha gera com o turismo vão direitinhos para o Governo da Praia.
Disseram-me que a Electra deve milhões à Câmara Municipal de Espargos e que, quando a Câmara, relativamente às facturas da eletricidade, pediu encontro de contas à Electra, esta cortou a luz à Câmara Municipal, num puro exercício de abuso.

As salinas foram entregues pelo Governo, há muitos anos, a um estrangeiro e este farta-se de encher os bolsos, nada revertendo a favor  dos Salenses.
Fiz as contas e, uma vez que todos os dias chegam ao Sal sete vôos com turistas e que cada avião leva em média 200 pessoas, o total diário soma 1400, que multiplicado por 30 dias, dá 42.000 pessoas.
Sabemos que todos os turistas, em princípio. Vão às salinas, tal como eu fui com a minha família.
A entrada nas salinas custa 5 euros, mais 1 euro para o banho. Se fizermos as contas, rápidamente verificamos que, por mês, as salinas rendem para o bolso do estrangeiro 252.000,00 euros.
Se a isso juntarmos as despesas que os turistas fazem no restaurante do estrangeiro, nas salinas, fico com a ideia de que os governantes andam a dormir. O engraçado é que nada reverte a favor dos Salenses nem nada vai para a Câmara Municipal. Como Cabo-verdiano, entendo que as salinas são um recurso natural da ilha e que devem ser exploradas pela Câmara Municipal, devendo o dinheiro ser canalizado para os Salenses. 

Perguntei porque é que  a Câmara não recupera as Salinas à força, ou até atendendo ao seu manifesto interesse público. Foi-me respondido que não podiam fazê-lo por duas razões: 
1º A Câmara não tem Polícia Municipal. 2° A Polícia da Ordem Pública não colabora com o município, porque só recebem ordens do governo e a decisão da exploração das salinas partiu do governo, de quem dependem directamente. Dá que pensar...

Não querendo desmentir a referida senhora, posso afirmar que corri a ilha toda e não vi praia privada nenhuma na Ilha do Sal. O que me parece é que a senhora quis ter acesso à praia pelo hotel. Será? Temos que nos habituar a falar só daquilo que conhecemos e sabemos, para não revelarmos ignorância ou más intenções. 
Falou-se aqui de racismo – penso que está na hora de deixarmos esse chavão esquecido a um canto, porque já não faz sentido. Racismo deve haver sim, mas neste caso, talvez nas nossas cabeças.

Quanto à questão da gestão das Salinas de Pedra Lume, dizem que este novo governo prometeu devolvê-las ao Município de Espargos. Espero que seja verdade e, se assim for, haverá justiça de direito para os Salenses e será dado então um passo importante para a descentralização e desenvolvimento da Ilha do Sal. Se não acontecer cá estarei novamente com este assunto.

Ao Sr. Júlio Lopes, novo Presidente da Câmara Municipal de Espargos, peço coragem política  para tudo fazer, de modo a que as salinas passem para as mãos do município.


Adérito Barbosa in olhosemlente

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

NO JAPÃO NOVO SISTEMA EDUCATIVO

NO JAPÃO
NOVO SISTEMA EDUCATIVO (facultado por José Pinto)

Está a ser testado no Japão, um plano piloto revolucionário chamado "Mudança Corajosa" (Futoji no henko) com base nos programas educacionais: Erasmus, Grundtvig, Monnet, Ashoka e Comenius. É uma mudança conceitual que quebra todos os paradigmas. É tão revolucionário que treina crianças como "cidadãos do mundo".
Nessas escolas não se rende o culto a bandeira, o hino não é cantado, não se vangloria heróis inventados pela história. Os alunos já não acreditam que o seu país é superior aos outros só porque eles nasceram lá. Eles já não vão à guerra para defender os interesses econômicos de grupos poderosos, disfarçados de "patriotismo".
O foco principal do ensino está na compreensão e aceitação das diferentes culturas com seus horizontes globais e não de cunho nacional.
O mais interessante é que a mudança está ocorrer numa sociedade actual extremamente tradicional e machista!
O programa dos 12 anos é baseado nos seguintes conceitos:
- Zero patriotismo.
- Zero supérfluos.
- Zero tarefas.
Apenas 5 matérias,
1. Aritmética voltada para negócios. Operações básicas e uso comercial de calculadoras.
2. Leitura. Os alunos começam a ler diariamente uma página de livro (escolha livre) e têm que acabar de ler um livro por semana.
3. Cidadania: Entendimento da cidadania como pleno respeito à lei, coragem cívica, ética, respeito às regras de convivência, tolerância, altruísmo e respeito à ecologia.
4. Computação: Trabalho, internet, redes sociais e negócios on-line.
5. Quatro línguas, alfabetos, culturas e religiões: japonês, inglês, chinês e árabe, com visitas a intercâmbio de famílias em cada país durante o verão.
E qual será o resultado deste programa?
Os Jovens aos 18 anos falarão:
• quatro idiomas, conhecerão quatro culturas, quatro alfabetos e quatro religiões.
• Serão expertos no uso dos computadores.
• Serão capazes de ler cerca de 52 livros em cada ano e saberão respeitar a lei, a ecologia e a convivência social.
•Manipularão a Matemática Empresarial com minúcias.

Francisco Javier Abad Vélez
Decano
Facultad de Negocios y Ciencias Empresariales
Tradução para o Português: L.E.F
Revisão: ZK.

Adérito Barbosa in olhosemlente

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Polícias passeios e Ladrões


Polícias passeios e Ladrões

Ouvi dizer ou li algures que  já terão sido  gastos mais de €5.000.000,00 (cinco milhões de euros) com a investigação do caso Marquês, que começou há cinco anos. Diz-se por aí que os Procuradores foram a Paris investigar; foram aos restaurantes frequentados pelo Ex-PM, à Conservatória Predial francesa, aos bancos e a todo o lado por onde defecou Sócrates.
Ouvi dizer também ou li algures que eles viajaram até à Suíça, ao Luxemburgo, ao Reino Unido, à Venezuela, ao Brasil,  Angola, à Argélia, às Ilhas Virgens e quase todos os offshores das Caraíbas…
Para além disso, diz-se também por aí que contrataram revisores de contas para verificar as despesas do gabinete de Sócrates, enquanto PM, e todas as compras e obras feitas pelo Estado Português no seu mandato e ainda não encontraram nada.
Também ouvi dizer algures mais coisas ; por exemplo, ouvi dizer  que, apesar de terem gasto muito dinheiro em viagens, restaurantes, hotéis e boa vida, os investigadores esqueceram-se de entregar todas as facturas para justificar e comprovar as despesas feitas durante os passeios que fizeram pelo mundo.
Da paródia toda só sabemos desta gravíssima atitude e temos a certeza de que viajaram pelo mundo à nossa custa, comeram e beberam que nem Lordes, passearam até se cansarem e
não se esqueceram de nada - apenas se esqueceram de  apresentar facturas das despesas.
Interessante! Não encontraram nada, mas souberam delapidar cinco milhões em cinco anos, isto é, um milhão em cada ano de investigação!

Adérito Barbosa in olhosemlente


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nem com o tanque cheio de lágrimas ...

Nem com o tanque cheio de lágrimas ...

Todos os anos alguém chora num desespero tremendo. Acabara de perder os seus amimais, a casa, a horta e o pomar. Todos os anos a mesma conversa de sempre. Como de costume, os intelectuais da fogueira nas TVs, a “botar faladura” num puro exercício piromaníaco, incendiando o cérebro das pessoas, a caçar bruxas, como quem caça borboletas, aqui e ali lançando culpas aos fantasmas dos incendiários. Ontem ia ficando com o cérebro lavado com o que vi nas manhãs da Júlia. A D. Júlia, muito emocionada, lavada em lágrimas, ouvia o Sr. Hernani em directo do campo, ao estilo da CMTV, reportando um incêndio. No estúdio, o artista que faz pandã com a D. Júlia, também indignado, qual acusador do Ministério Público e finalmente o Dr. falador com o martelo do juiz na mão, sentenciando o fantasma do pirómano com prisão e ou eventual apoio psiquiátrico, tudo conforme previsto na lei. 

Tudo treta, só treta! - pensei. A ser verdade, esta semana tínhamos cerca de 410 pirómanos espalhados pelo país, tantos quantos os fogos activos existentes. 
Mas o Português não dorme assim tanto como alguns imaginam e não se deixa apanhar na curva, não! O Português acordou rápido e cheio de ideias, talvez provocadas pela excessiva temperatura dos incêndios na cabeça, ficou a deitar fumo pelas orelhas. Foi tal a genialidade da ideia que teve durante o sono, que entrou em grande histeria, que só podia acabar como acabou - em depressão. Do que é que se lembrou afinal o portuga? - Lembrou-se de organizar uma petição nacional para transformar a FAP em bombeira, tipo cavalaria do ar, vomitando água, para refrescar as cabeças ferventes com tanta iluminária acesa. 

Nos Estados Unidos não haveria incêndios com tantos aviões que têm e, se preciso fosse, iam buscar os aviões de reserva ao deserto de Monjave. O azar deles é que os Portugueses não abundam tanto por lá, como por cá. O fenómeno dos incêndios nada tem a ver com os pirómanos, esse tenebroso monstro de estimação, criado, engordado, mantido e estimado pelas autoridades num “lobby” perfeito para esconder a realidade e entreter a malta com mentiras. Os incêndios em Portugal têm a ver com falta de limpeza e de gestão das matas. Digo matas intencionalmente, pois devia dizer florestas, mas não digo, digo matas!!! Em Portugal não há florestas; há sim matas selvagens num perfeito estado de abandono!

Há pouco tempo, numa deslocação que fiz à zona da Régua, perdi-me numa mata entre o Douro e Arouca. A quantidade de massa térmica que vi foi tanta, que bombeiro nenhum, petição nenhuma e nem mesmo a FAP com os tanques cheios da calda química feita com as lágrimas da Júlia, conseguiriam combater as chamas, se houvesse ali uma ignição natural, um rastilho, uma beata ou um vidro lente sobre uma bosta de vaca num dia de sol. A coisa tornaria, num ápice, aquela zona num inferno, como infelizmente acontece todos os anos, por este país fora. 
Infelizmente, já assisti, na auto-estrada do Norte, à noite, ao triste e medonho espectáculo de ver as chamas passarem de um lado para o outro da estrada, pelo ar, percorrendo uma distância superior a 50 metros, num segundo. 

Canadá, Grécia, Itália, Canárias (Espanha), Estados Unidos, Turquia são alguns exemplos de países massacrados pelas chamas e não se vêem as forças aéreas, armadas em bombeiras por lá.
Só há uma maneira de apagar fogos - acabar com as matas e cuidar das florestas. 
Quando havia mono-agricultura ou agricultura de sobrevivência, não havia incêndios em Portugal. Porque seria?

Por isso, não me peçam para assinar petições, porque não quero ver a nossa FA a especializar-se em lançar água. Quero a nossa Força Aérea especializada nas missões humanitárias, nas missões de combate, nas operações militares, nas buscas e salvamento e no patrulhamento do nosso vasto mar.

Inépcia dos governos, muito mato, humidade a 30%, temperaturas muito acima dos 30º ,algum vento e terreno muito acidentado eis a tempestade perfeita para os incêndios. O resto é treta converseta.

Declaração de interesse: - sou sócio pagante de uma corporação dos Bombeiros há 32 anos e por isso não vejo necessidade aqui e agora de os louvar porque já os reconheço há muito.
Adérito Barbosa in http://olhosemlente.blogspot.com
Adérito Barbosa

Adérito Barbosa in olhosemlente


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Líbia

Vídeo de  César Vasquez Alvarado em - O Mundo Desconhecido .com

A reter: 

A Líbia tinha 0% de desemprego; maior PIB de toda a África, menos de 5% da população era considerada pobre; tinha menos pessoas a viver no limiar da pobreza que a Holanda, a esperança média de vida era de 75 anos a mais alta de toda a África. (à excepção dos nómadas Beduínos e Tuaregues) todas as famílias tinham carro e casa; a saúde e escolaridade eram gratuitas; a alfabetização cifrava nos 82%. Em 2010 cada homem e cada mulher receberam 500 dólares cada um fruto do lucro da venda do petróleo:- Haviam construído um rio artificial que abastece as cidades de Tripoli e Benghazi. Transformou um bom pedaço de deserto em terra fértil. quando descobriram aquíferos de água antigos nas quatro bacias enormes com capacidade estimada entre 4.800 e 20.000 km3. A maior parte desta água foi armazenada entre 38.000 e os 14.000 anos antes do ultimo degelo, quando a região subsaariana tinha um clima temperado.

A produção de petróleo por barril custava à Líbia 1,60 dólares. 

Quando o Kadafi fez o discurso na ONU (não perder), denunciando o compadrio dos cinco do Conselho de Segurança com direito de veto que se juntaram para combater a Alemanha, assinou a sua propria sentença de morte, ameaçou criar um mercado monetário Árabe...os líderes ocidentais acharam que ele era um ditador um monstro, um tirano e que tudo estava mal e foram lá destruiram a Líbia, mataram o Kadafi e lançaram um povo inteiro na desgraça, tudo em nome da ganância pelo petróleo e ninguém diz nada!

Adérito Barbosa in olhosemlente

Publicação em destaque

Florbela Espanca, Correspondência (1916)

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinter...