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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Capricho de um segundo

Poema dito por Maria de Lurdes Pintassilgo

O capricho de um segundo
roubou-me o meu futuro
provisoriamente inteiro.
Hei-de reconstruí-lo ainda mais belo
como o imaginava desde o princípio.
Hei-de reconstruí-lo sobre esta terra firme
que se chama a minha vontade.
Hei-de elevá-lo sobre os altos pilares
que se chamam o meu ideal.
Hei-de dotá-lo de um subterrâneo secreto
que se chama a minha alma.
Dotá-lo-ei de uma alta torre
que se chama solidão.

Edith Sodergran (Suécia)

domingo, 14 de setembro de 2014

Capim eléctrico.

Capim eléctrico.


A maior parte do tempo foi passada às voltas com a papelada, em vez de o ter passado na praia. Outra parte do tempo foi passada a observar a realidade.
Os meus problemas começaram  com  o entendimento que comecei a ter da sociedade onde estava. Alguns dos funcionários do Estado estão confusos e não sabem qual a diferença entre o Estado e o Governo. Os funcionários da administração pública assumem ser funcionários do Governo. Aqui reside toda a diferença, pois não sabem que o Estado é formado por todos os cidadãos. Um governo é um grupo de cidadãos que são eleitos, se a sociedade for democrática,  que gerem o Estado, ou o governam.
Entrei na Casa do Cidadão e como estava cheia e não havia mais cadeiras, além das nove existentes, sentei-me num lanço de escada da sala de espera, que se confunde com a recepção. Como os dois lanços de escada eram largos, sentei-me num cantinho, junto a uma cadeira e comecei a organizar os meus papéis.
Levantou-se o recepcionista, com ar de chefe da repartição e disse-me: - Nhô ka pôde xinta na escada.
- Pamodi se ka tem cadera pa xinta, perguntei.
- Nhô ka pode xinta pamodi nhô esta num edifício do governo.
- Desculpe, do governo? Mas esta repartição é uma repartição do Estado ou do Governo?
- Do Governo!
Por esta e outras situações que vivi, apercebi-me que  muitos dos funcionários públicos de base, que pertencem à administração pública de Cabo Verde, sentem-se funcionários do governo e não do Estado; quase que diria funcionários do partido, que interpretam a lei de acordo com a sua visão e conhecimento pessoal e nunca levam aos seus superiores, para apreciação, assuntos que não dominem.
É uma postura institucionalizada, coisa perfeitamente vulgar.

- Tive sucessivos dissabores na aventura que encetei no mundo da administração  pública em Cabo Verde: ficaria de cama a beber água, para ver se entendia  as peripécias e talvez não estivesse longe da realidade se aceitasse que era impossível entender.
 Os meus ouvidos acabaram por ser afectados e os meus olhos ficaram turvos pelo que ouviram e viram. Já descansado da viagem, depois de matar saudades na esplanada, à volta de uma cachupa guisada com ovo estrelado, regado pelo branco Chã de Fogo, fresquinho, dei início as démarches daquilo que viria a tornar-se num filme de terror.

Primeiro passo: dirigi-me aos serviços competentes para aquisição da minha certidão de nascimento.
Sala apinhada de gente, com lotação três vezes superior à capacidade da sala, calor infernal, tudo apertado. Chegada a minha vez, não pude levantar a certidão de nascimento, porque no primeiro averbamento estava escrito o seguinte: "Cancelado por ter sido transcrito para Lisboa em 1975,  nos termos tal e tal...”. No segundo averbamento, de 1995, constava: “Este assento foi reformulado nos termos do artigo 32º e seguintes do código civil vigente..."
Para o funcionário, ele próprio auto investido de competências que só ele sabe, fui considerado estrangeiro, ponto. Resmunguei, pedi que levasse o assunto ao chefe dos serviços, mas o veredito já estava proferido:- O Sr. é estrangeiro!

Voltei no outro dia. Esperei, esperei... Chegada a minha vez, solicitei então a certidão de nascimento da minha mãe e do meu avô, ambos falecidos. - Lamento imenso, mas não temos sistema; tem de voltar amanhã, disse gentilmente a senhora.
- Sim senhora, eu volto amanhã. Voltei no dia seguinte. A espera foi tão longa que, de tanto esperar, desesperei. Chegada a minha vez, lá estava eu, novamente sentado na cadeira do sofrimento.
- Preciso de uma certidão de nascimento da minha mãe, fulana tal, falecida há 38 anos.
Desta vez, o sistema estava a funcionar. A senhora lá encontrou qualquer coisa sobre a minha mãe. Teclou, teclou, teclou, pensou e voltou a pensar, tomou nota numa folha de rascunho e voltou a teclar. Teclou, teclou e no fim disse:
- Desculpe, mas o sistema está lento; a certidão da sua mãe está pendente, o sistema está lento e não consigo imprimir.
- Então não consegue imprimir? perguntei.
- Não, isto ainda está pendente.
- Pendente?
- Sim, está pendente.
- Olhe lá, é possível então uma certidão de óbito da minha mãe?
- A senhora, muito simpática, voltou à engenharia da tecla. Teclou e eis que aparece a certidão de óbito da minha mãe.
- Então a senhora tem o óbito avulso e isto não está averbado na certidão de nascimento. O sistema está com problemas.
Já agora veja se posso levar a certidão de nascimento do meu avô.
- Que idade tem o seu avô?
- O meu avô teria hoje 95 anos, se fosse vivo.
Novamente começou o martírio dos teclanços. Teclou, teclou, teclou e, solenemente, disse: - O seu avô não tem nada acerca dele no sistema. Todos os cidadãos que nasceram antes da data tal não constam no sistema. Leve este número de telefone e ligue amanhã para cá; dê este número aqui que ela entretanto escreveu, para saber se já pode obter a certidão.
Assim fiz; levei o número comigo e no dia seguinte liguei. Ninguém atendeu, como já esperava.

Dois dias depois fui à casa do meu avô. Perguntei ao António, rapaz adoptado e criado pelo meu avô, que cuidou do meu avô e lhe prestou todos os cuidados, por quem nutro, portanto, grande admiração. O António lembra-se muito bem de mim, até me indicou os locais onde gostávamos de brincar, quando ia passar com o meu avô as férias escolares; ele tem a minha idade e trata o meu avô por papá Bonito isso. O António tem o corpo maltratado pelo sol e pela labuta das terras. Fiquei a gostar dele. A companheira do meu avô, cujo nome é Etelvina, está lúcida, bonita, fresca, elegante, é uma mulher super inteligente, com uma vida dedicada ao meu avô. O velhote do avô tinha bom gosto. A Etelvina parece ter 65 anos, mas deve somar muitos mais, muitos mais, mesmo!
- D. Etelvina, tem aí os documentos do meu avô? perguntei.
- Tenho sim!
Pouco depois, apareceu logo com uma pequena caixa, em forma de baú. Lá estava o BI do homem, o cartão de eleitor do homem e outros documentos emitidos pelos registos centrais em 2005.
Resumindo:- O meu avô tem documentos, tem BI votava e tudo mas ele não existe no sistema. No que diz respeito à minha mãe, sabe-se que faleceu em Lisboa, segundo a certidão de óbito enviada de Lisboa, mas não tem certidão de nascimento; isto é, morreu uma pessoa que não nasceu. Quanto a mim, sou estrangeiro, porque pedi a conservação da nacionalidade portuguesa em 1980 e fui riscado do mapa.
A minha filha é cidadã Cabo Verdiana por ser minha filha, mas eu não!
Dá para entender?

Depois destas lides  e já numa de desafogo cerebral e em conversa com alguém que se licenciou na Alemanha em Agronomia, falávamos sobre países, culturas, educação. Fiquei a saber que alguns dos Cabo Verdianos passam a vida a comparar os Estados Unidos com Portugal e a denegrir a imagem de Portugal e dos Portugueses. A única safa dos Portugueses é que vozes de burro não chegam ao céu. O que precisam de saber,lá no fundo, é que os Estados Unidos, como o nome diz, são 50 estados federais, sendo qualquer um deles maior que Portugal. Só pode ser comparado com a Europa, mas enfim...

Como ia dizendo, a conversa evoluiu para a electricidade. Como estudei bem electricidade, nas melhores instituições do país e trabalhei em instituições com prestígio na área de automação e comando, achei que a conversa entrara num campo do meu domínio.
Quando se começou com a definição da corrente alterna, comecei por desenhar a sinusóide do ciclo de frequência no chão, explicando o ponto de  +220 e -220, para explicar a alternância da corrente, que é aliás o a,e,i,o,u da electricidade.
Qual não foi o meu espanto, quando o Engº Agrónomo, licenciado na Alemanha, me mandou calar, agoniado, porque eu estava a dizer asneira; corrigindo-me, disse: - A corrente alterna é uma corrente que vai e vem. Em crioulo: "ki ta bai e ta bem" e acrescentou: - É diferente de corrente directa.
Como não sei o que é que vai, nem o que é que vem e nem o que é  directa ou indirecta, a conversa sobre electridade acabou ali mesmo, porque o Engº Agrónomo, que estudou agronomia na Alemanha, como percebe de electridade, não quis ouvir e eu, como não quis estupidificar-me com ele, a conversa eléctrica entrou em curto-circuito e terminou por ali, com o fusível queimado.
No mesmo dia houve um apagão na cidade, à tarde. Então entendi das razões dos apagões. Foi-se e não veio! pensei eu. Em crioulo " bai e ka bem más"

Chegado a Lisboa, um ilustre e reputado Cabo Verdiano,de passagem por Lisboa, telefonou-me para irmos almoçar.
- Então rapaz, como correu a visita à nossa terra?
- Aquilo foi porreiro, pá! A malta é fixe, come-se bem, evoluiu muito! Falámos nos locais por onde andei, sobre as pessoas com quem estive, etc, etc, etc... E contei a tal cena que tive com o Engº Agrónomo, licenciado na Alemanha, que por pouco não degenerou num incidente diplomático comigo.
Respondeu o meu interlocutor:
- Bonito! o tipo estudou terras e sementes, batatas e palha e manda bitaites sobre a electridade? Interessante! Não ligues, são assim alguns tipos iluminados da nossa terra. Entendes agora por que  eu não vivo lá?
Escreve sobre isso, pá e desde já te sugiro o título.
“Capim eléctrico” Já no carro, a caminho do Corte Inglês, lembrou-me novamente:

- Capim eléctrico, não te esqueças!

Adéito Barbosa

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O meu partido

O meu partido é mais e mais turismo para Cabo Verde.


Este ano foi a vez de Cabo Verde. Escolhi Cabo Verde para descansar uns dias e aproveitei para tratar de assuntos relacionados com a minha documentação.
Cabo Verde tem gente gira, pessoas simpáticas e gentis, gente alegre, trabalhadora e esforçada, gente que nunca deita a toalha ao chão. Gente de esperança, que lavra cada palmo de terra na esperança da chuva. Gente que faz milagres com o pouco que tem.
Cabo Verde tem gente inteligente e capaz, tem  bons músicos, que produzem músicas lindíssimas,  tem poetas que escrevem poemas que nos deixam arrepiados pelo seu conteúdo , tem praias lindíssimas de águas mornas, areias que brilham inexplicavelmente debaixo das ondas do mar.
A Ilha do sal tem salinas. Disse-me um pescador, em conversa:
 - Quem tomar banho nestas águas fica mais jovem dez anos.
Com alguma expectativa, tomei banho e a surpresa maior é que fiquei a flutuar; como toda a gente, flutuava e ninguém ia ao fundo. Incrível!
As Salinas são um ponto turístico. Todos os turistas que passam pela Ilha do Sal visitam as salinas. Todos os visitantes pagam cinco euros, excepto os Cabo Verdianos que não pagam.
Até aqui, tudo perfeito. Perguntei porque é que o governo não fazia uma estrada até às salinas e fiquei a saber que este  património dos Salenses, fonte de riqueza local e atracção turística, um património que pertence a Cabo Verde, é explorado por um italiano. Cada turista paga 5 euros para entrar no recinto e mais um euro para o banho de chuveiro para tirar o sal do corpo, depois de tomar banho nas salinas, o que totaliza seis euros.

- Como é possível um local destes estar entregue a um italiano? Interrogava, indignado, um pescador, acrescentando: - Só esta manhã entraram nas salinas cerca de 300 turistas! Imagine o Sr. quanto é que o italiano não ganha aqui, se contarmos todos os dias durante o ano. Para os Salenses nada, nem um tostão, nem impostos, nem nada. Não quis acreditar no que ouvi.

Em Santa Maria há bons hotéis, alguns de qualidade superior e outros não, mas todos juntos formam ofertas para todos os bolsos; existe  atracção noturna e bares com música ao vivo. Os Salenses fazem o que podem para agradar aos turistas e os governantes fazem tudo para espantarem os veraneantes das ilhas e passo a explicar.

No pontão, um ponto central e de acesso à praia, um local que devia ser destinado a passeio e lazer para os cidadãos Salenses  e turistas é onde os pescadores descamam, no chão, pescado de médio e grande porte e é onde atiram as tripas para o mar, praticamente em cima dos banhistas. Imaginem o cheiro, o nojo, as moscas...

Nenhum governante viu ainda que aquilo é uma questão de saúde pública. Nenhum turista gosta de gastar o seu dinheiro para ir banhar-se em águas, onde bóiam as vísceras de peixe.

Nenhum governante viu ainda a quantidade de cães vadios de duvidosa saúde e higiene, que vagueiam pela praia em bandos, tratando-se claramente de uma questão de saúde pública?

Nenhum governante viu ainda o comportamento dos africanos da costa de África que invadiram a Ilha do Sal e deambulam pelas ruas de Santa Maria, praticando comércio desleal em frente às lojas, a venderem os mesmos produtos que os lojistas, prejudicando assim gravemente os comerciantes e a economia local?

Nenhum governante viu, ainda, a enorme quantidade de imigrantes ilegais que chateiam até à quinta casa os turistas, pedindo, ou tentando vender as bijutarias?

Nenhum governante viu ainda, no Sal, a prostituição masculina praticada por estes africanos invasores que vivem à margem da lei da imigração do país e que nada lhes acontece?

Nenhum governante viu, ainda, cidadãs europeias de idoneidade duvidosa, que vivem misturadas com esses africanos?

Nenhum governante viu que o turismo, fonte de riqueza da ilha, fonte de riqueza do país sai altamente prejudicado com a presença de cães, de tripas no mar, de prostitutos e prostitutas, de vendedores ambulantes à porta dos lojistas?

Por favor, façam uma sondagem junto dos turistas e oiçam as suas críticas na sala de embarque, antes da partida. Foi ali na sala de embarque, enquanto aguardava ordem de embarque, que ouvi essas críticas e é aí que quem quiser e se interessar por estes assuntos, as poderá ouvir repetidamente.

Nenhum governante viu ainda o lixo existente na cidade da Praia, nem reparou nos cães vadios que vagueiam pelas  ruas.

Nenhum governante reparou em Santa Catarina, uma das vilas mais bonitas do meu tempo.
Santa Catarina não tinha cães vadios, não tinha lixo, nem era desordenada; podia ser património da Unesco, se mantivessem as casas do centro da vila com a sua traça e arquitetura originais. Parece que os governantes, quando viajam pelo mundo fora não vêem nada.

Srs. Governantes, ser pobre não significa ser porco! O pior é que ouvi nas televisões conversas moles dos governantes de Cabo Verde sobre ébola. Tratem lá de mandar limpar as ruas e retirar os cães da via pública, mandar os imigrantes ilegais e os prostitutos e prostitutas embora primeiro e, só depois, falem de ébola.
Já agora, não se esqueçam de enviar água para S. Domingos!

Obrigado.

Obs: Aos meus amigos de infância que me receberam em Santa Catarina e aqueles que se encontraram comigo, na Praia, David Hopffer Almada, Odilio Rocha Monteiro e outros, deixo a todos um grande abraço e o meu obrigado pela simpatia e morabeza.


Adérito Barbosa  in olhosemente


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cabo Verde

Atravessei oceanos
Larguei os meus panos
Vim segredar-te no teu colo verde
Cabo Verde.

Olha para mim!
Tanta dor assim.
Não há esperança,
Nem em terras de França
E o motivo eu nem sei
Se é apenas o que sei
O amor em mim
Não chegou ao fim.
A esperança está moribunda 
Nesta fase imunda…
Eu não sei se é mal ou bem
E se neste nosso vai vem
Alguém fica bem!

Não quero chorar,
Nem lamentar.
Já não há lágrimas para carpir
Nem fosso para cair.
Já nem as lágrimas do coração
São a solução.
Digo só para mim
Tanta dor assim.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Antonov AN 124

O Antonov An-124 Ruslan (nome de código OTAN: Condor) foi durante muitos anos o maior avião do mundo, suplantado apenas pelo seu primo o Antonov AN 225 que é actualmente o detentor do título do maior avião do mundo.
Desenvolvido inicialmente como cargueiro militar (para o transporte de tanques, tropas e lançadores de mísseis), o primeiro protótipo An-124 voou em 26 de dezembro de 1982. Um segundo protótipo, chamado Ruslan (um herói Russo), fez sua aparição ocidental no Airshow de Paris em Junho de 1985. O  primeiro voo comercial desta besta dos ares ocorreu em janeiro de 1986.
Desde então, o AN-124 estabeleceu uma série de recordes em transportes de carga aérea. Transportou a carga mais pesada por via aérea, um gerador de 124 toneladas, associado a outros itens alocados no seu interior, com um peso total de carga de 132,4 toneladas, no final de 1993.
Existem cerca de 40 AN-124 em serviço na Rússia, Ucrânia, Líbia e Emirados Árabes Unidos, entre outros países. Sua produção foi interrompida há alguns anos. A produção vai ser retomada, até 2030 e prevê-se que sejam fabricados  mais cem novas bestas iguais.
Sou um grande FAN deste Avião Russo. Tive a sorte de o encontrar estacionado no aeroporto da Sal.


Adérito Barbosa in olhosemlente

domingo, 3 de agosto de 2014

como eu te amo ó Gaza

Andam por aí muitos imbecis  a escrever disparates a favor de Gaza.
Vou respondendo com os conhecimentos que tenho sobre o assunto.
Aqui vai

Gaza eu te amo,
És
terra de inocentes
E de mártires.
terra de santos e virgens,
Terra de guerrilheiros fantasmas
Terra de crianças e mulheres
Mártires.
Como eu te amo ó Gaza!
Não tens governo,
És sitiada pelo Hamas
Terra de túneis,
Dos rockets,
De hospitais,
De escolas e mesquitas,
Que servem de escudos humanos.
De rampas de lançamento,
De salas de breefings,
De sala de operações,
De Palestinianos progressistas
Que atiram 22 cidadãos seus de um 4 andar
Só por não seguirem
As ideologias  do Hamas.
Que preconiza riscar Israel do mapa.
Gaza és exemplo civilizacional,
Terra de igualdade e tolerância
Terra da justiça social.
Ó gaza como eu te amo pelo exemplo e pela simpatia que irradias.
Por isso mudai-vos para cá!
Tendes cá em em Portugal muitos admiradores, admiradoras e seguidores também. Mudai-vos para para cá  e com os vossos rocktes pás e picaretas. Podeis comer todas as mulheres portuguesas que gostem de vós, a vosso belo prazer.
Todas que vos seguem e fazem manifestações a vosso favor, desde que consigam abrir uns túneis debaixo do atlântico até à fronteira com os Estados Unidos e daí lançarem rocktes para o território Americano em nome dos descontentes portugueses, para que eles nos façam o mesmo que vocês conseguiram que Israel vos fizesse.
É única maneira que vejo para os paspalhos que vão na cantiga das imagens das televisões  entenderem que vocês não são tipos recomendáveis. Além do mais as TVs estão a fazer negócio.

Adérito Barbosém do

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Paradoxo

O paradoxo Islamita
Os muçulmanos não estão felizes!!! 
• Eles não estão felizes em Gaza.
• Eles não estão felizes na Cisjordânia.
• Eles não estão felizes em Jerusalém ..
• Eles não estão felizes em Israel.
• Eles não estão felizes no Egito.
• Eles não estão felizes na Líbia.
• Eles não estão felizes na Argélia.
• Eles não estão felizes em Tunis ...
• Eles não estão felizes em Marrocos.
• Eles não estão felizes no Iêmen.
• Eles não estão felizes no Iraque.
• Eles não estão felizes no Afeganistão.
• Eles não estão felizes na Síria.
• Eles não estão felizes no Líbano.
• Eles não estão felizes no Sudão.
• Eles não estão felizes na Jordânia ...
• Eles não estão felizes no Irão
Onde os muçulmanos estão felizes?
Eles estão felizes na Inglaterra.
Eles estão felizes na França.
Eles estão felizes na Itália.
Eles estão felizes na Alemanha.
Eles estão felizes na Suécia.
Eles estão felizes na Holanda.
Eles estão felizes na Dinamarca.
Eles estão felizes na Bélgica.
Eles estão felizes na Noruega.
Eles estão felizes em U.S.A.
Eles estão felizes no Canadá.
Eles estão felizes na Roménia.
Eles estão felizes na Hungria.
Eles estão felizes na Austrália.
Eles estão felizes na Nova Zelândia.
Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não esteja
sob um governo muçulmano.
E quem eles culpam?
• Não o Islão
• Não a liderança deles.
• Não a si mesmos.
Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.
A democracia é realmente boa para eles:
Em uma democracia que eles podem viver confortavelmente,
aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e
nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes,
desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem
paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente,
mordem a mão que os alimenta. E mais, sabem explorar as redes sociais como ninguém. Fazem guerra sem farda, misturam-se com
crianças e população. A Mossade já viu esse filme milhares de vezes.
A questão é contraditória, paradoxal! Eles tentam trazer seu
sistema de vida falido e querem transformar os países que os
acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor

Dá para entender?
Autor desconhecido

Adérito Barbosa  in olhosemente

Publicação em destaque

Florbela Espanca, Correspondência (1916)

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinter...