Tenho a luz da amargura
a iluminar o passado.
Já fui rei da ilusão
agora sou cravo murcho
que espera pela primavera
numa outra vida sem esperança...
se ao menos houvesse um dia
depois do cansaço,
dormiria no teu regaço sentados
na crina da tempestade.
Se ao menos o teu olhar fosse
um barco sem amarras...
que gemesse nas veias de uma guitarra...
dirias o que sentes que o resto sei eu!
Na linha da vida reza a sina
na sorte da estrela cadente
Deus marcou a solidão
com uma cruz no eléctrico que passa na rua da minha canção.
E há quem leve toda a vida
a bailar com a vida inteira..
não sei fazer preces - Lisboa, ninguém ama as tuas noite como eu!
Adérito Barbosa in olhosemlente
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
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